Palmas, Tocantins -

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Lucas Meira

Lucas Meira


LMeira.LM @lucasmeiralm
Colunista do editorial Juventude & Oportunidade

Opinião

As guerras micro e macro e seu poder devastador

Já estamos vivendo em um país em que se autoriza juridicamente a guerra nas ruas. Uma guerra que acontece e ceifa vidas de pessoas inocentes
- Atualizada em

Ninguém mais entende o tamanho do paradoxo em que o Brasil está alocado: crianças morrem dentro de escolas nos subúrbios enquanto a guerra da violência e do tráfico busca seus culpados.

 

Aqui em Palmas, a guerra entre polícia e bandidos demonstrou a nossa falta de capacidade em lidar com as mortes injustas. A lei do faroeste se instala e a despeito da dor da perda de um inocente, entramos em parafuso.

 

Já estamos vivendo em um país em que se autoriza juridicamente a guerra nas ruas. Uma guerra que acontece e ceifa vidas de pessoas inocentes.

 

No dia a dia somos atingidos por notícias devastadoras de intolerância e práticas de guerra em que o mundo vive, como a guerra da Síria, que já vai para os seus 6 anos de período bélico e registra milhares de mortes. Nessa semana, um ataque químico causou a morte de 72 civis, entre elas 23 crianças.  A ONU (Organização das Nações Unidas) denominou o ato como “crime de guerra”, mas não condenou o ataque por não identificar se o ataque foi comandado pelo regime de Bashar al-Assad ou pelos rebeldes.  A exposição ao ataque químico continua sendo ameaçadora para o povo da Síria.

 

Como se toda essa tragédia bastasse, Donald Trump ordenou na noite desta quinta-feira (6), um lançamento de mísseis contra a base em que ele julga ser a responsável pelo ataque químico. A base atingida é reconhecida como sendo do exército de Assad. As notícias da região afirmaram que 9 civis foram mortos, mas as informações continuam a se contradizer, e por isso não sabemos ainda se foram mortos soldados e/ou civis. A Rússia, aliada do regime de Bashar al-Asaad, declarou que este ataque foi irresponsável e anunciou que reforçará as defesas aéreas do exército sírio.

 

É desalentador!

 

Perdemos a capacidade de identificar os culpados. É o estado? A polícia? O bandido? Quem governa ou quem se rebela? Os Direitos Humanos levam cuspidas em suas afirmações de paz quando vemos tantos inocentes sendo atingidos desumanamente enquanto os países e estados procuram os culpados. Não há mais tempo! Os organismos internacionais e os países comprometidos com os direitos humanos e de paz devem se unir contra a prepotência e arrogância dos jogos de poder e das ditaduras que assolam o mundo. Os governos no Brasil precisam assumir a culpa da causa da violência e destinarem definitivamente as grandes verbas para a educação. O resto é balela! O resto é o que continuaremos a ver: uma guerra desumanamente estúpida e sem culpados.

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