Palmas, Tocantins -

Meio Ambiente


Morte de peixes
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Mais um desastre mata milhares de peixes na Usina de Lajeado

Milhares de peixes morrem abaixo da Usina de Lajeado. Equipes do Ibama vão fazer vistoria nesta terça-feira, 29, para verificar os danos ambientais.
- Atualizada em
Descrição: Peixes tentam sobreviver Marcelo Gris

Mais um desastre ambiental registrado no sábado, 27, provocou a morte de milhares de peixes nas proximidades da Usina de Lajeado, entre os municípios de Lajeado e Miracema.

 

A denúncia foi feita por pescadores e moradores que chamaram a Companhia Independente de Polícia Rodoviária e Ambiental do Tocantins (Cipra) para acompanhar a situação.

 

Esta não é a primeira vez que milhares de peixes morrem abaixo da usina. Entre as espécies que estão morrendo estão surubins, cachorras, piaus e pintados. O problema seria a diminuição repentina da vazão do rio em função da operação da usina.

 

Em julho outra situação semelhante aconteceu no mesmo local. O caso deixa revoltados os pescadores e famílias que sobrevivem da pesca.

 

Vistoria do Ibama

O superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Joaquim Henrique Montelo Moura, informou ao T1 Notícias que uma equipe do Instituto vai vistoriar  o local na manhã desta terça-feira, 30.

 

Ainda de acordo com Joaquim Moura, no final de novembro será realizado um workshop com instituições de pesquisas ambientais e a empresa responsável pela usina para discutir uma forma para minimizar a situação.

 

O superintendente do Ibama argumentou que a situação acontece em função da mudança brusca na escala de produção de energia, determinada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). “Quando o ONS determina que seja aumentada a produção, a usina libera mais água e os peixes entendem que se trata de uma cheia e sobem o rio. De repente, o ONS determina a redução da produção e a usina reduz bruscamente a vazão, ocasionando a morte”, informou.

 

Investco se manifesta

Por meio de nota, a Investco informou que o cardume "papa terras" que estava desde o mês de julho em circulação na região do Funil se deslocou na ultima sexta-feira para próximo da Usina e que esta migração, aliada à variação do nível do rio nos horários de pico de consumo de energia e as baixas vazões naturais nesta época do ano, provocou o aprisionamento de muitos exemplares nas poças da região do Lajeado.

 

Ainda de acordo com a empresa, tão logo constatada a situação, equipes de resgate vêm implementando todas as medidas possíveis para o salvamento dos peixes aprisionados.

 

Além disso, segundo a Investco, as ações recomendadas pelos órgãos ambientais vêm sendo rigorosamente cumpridas e, como medida emergencial, mobilizou os pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins e promoveu a reabertura imediata da Escada de Peixes, para possibilitar o acesso dos peixes ao lago da usina, o que vem ocorrendo com bastante sucesso.

 

Confira a nota na íntegra:

 

Nota à imprensa

A Investco, empresa responsável pela operação da UHE Luís Eduardo Magalhães, comunica que o cardume "papa terras" que estava desde o mês de julho em circulação na região do Funil se deslocou na ultima sexta-feira para próximo da Usina. Esta migração, aliada à variação do nível do rio nos horários de pico de consumo de energia e as baixas vazões naturais nesta época do ano, provocou o aprisionamento de muitos exemplares nas poças da região do Lajeado. Tão logo constatada a situação, equipes de resgate vêm implementando todas as medidas possíveis para o salvamento dos peixes aprisionados. As ações recomendadas pelos órgãos ambientais vêm sendo rigorosamente cumpridas e, como medida emergencial, a Investco  mobilizou os pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins e promoveu a reabertura imediata da Escada de Peixes, para possibilitar o acesso dos peixes ao lago da usina, o que vem ocorrendo com bastante sucesso.

 

 

 

(Com informações de Marcelo Gris)