Palmas, Tocantins -

Minha Opinião

Roberta Tum

Roberta Tum

roberta.tum.9 @robertatum

Colunista do Editorial Minha Opinião


Análise
854 visualizações

Duas tentativas de prender a mesma pessoa: MP escancara modus operandi “justiceiro”

Autoridades policiais tentam combater a corrupção que acreditam existir, reapresentando os mesmos fatos a juizes diferentes. Se não deu certo aqui, tentam mais adiante... Pode isso?
- Atualizada em

Muitas vezes já me frustrei com decisões judiciais.

 

Especialmente as que libertaram ou isentaram de responsabilidade, criminosos que todas a evidências apontavam como culpados. Mas nós, meros mortais, não temos o condão de manipular o judiciário a favor das nossas crenças, ou necessidades. Nem que seja a necessidade de ver satisfeito um senso de justiça.

 

Falo, no caso das minhas decepções, de assassinos de mulheres que moveram a seu favor laudos, provas, testemunhas e tudo mais que pudesse inocentá-los. Uns com o poder do dinheiro. Outros contando com falhas do próprio sistema.

 

A tentativa de fazer a justiça que melhor atende à vontade da autoridade policial era coisa de que se ouvia falar mas até ontem, não se tinha evidências tão gritantes.

 

Decisão lá de Alvorada, baseada num parecer do Ministério Público deixou desnuda a atuação de autoridade policial que buscou ver preso um acusado de corrupção, a qualquer custo.

 

E como foi isso? Apresentados ao judiciário todos os fatos e evidências contra um empreiteiro, o juiz em Palmas negou o pedido de prisão.

 

O que fez então a autoridade policial? Apresentou os mesmos fatos, contra o mesmo suposto autor, em outra comarca. Os mesmos fatos, afirma o Ministério Público. Na tentativa de que o juiz de outra comarca entendesse diferente.

 

E o que aconteceu? Inicialmente o empresário foi preso. Depois solto em instância superior.

 

Agora, que o processo chega à avaliação final com o parecer do Ministério Público, fica evidente que quem foi uma tentativa de alcançar uma decisão mais favorável ao que queria a autoridade policial.

 

Conclusão: o juízo em Alvorada declarou que a competência para atuar no caso é da Comarca de Palmas.

 

Vejam só. Não se trata de inocentar quem foi preso, das acusações que lhe foram imputadas.

 

Chamo a atenção do fato para evidenciar o método.

 

Já ouvimos falar do juiz justiceiro, que molda e adapta a lei ao seu bel prazer para satisfazer o seu senso particular de justiça.

 

Agora surge outra figura: a do delegado que tenta emplacar uma prisão, contra o mesmo réu, de juiz em juiz.

 

É assombroso.

Notícias sobre:

alvorada decisão judicial