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Minha Opinião

Roberta Tum

Roberta Tum

roberta.tum.9 @robertatum

Colunista do Editorial Minha Opinião


Análise
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O inferno da Covid 19 chega ao comércio aberto de Paraíso: é isolar ou contaminar

Funcionário de loja de tecidos testa positivo e é afastado, mas a o estabelecimento continua aberto, sem desinfecção e sem afastar e testar os demais, entre os quais, uma moça já apresenta sintomas
- Atualizada em
Descrição: Paraíso tem comércio não essencial aberto Da Web

O Portal do Benício, veículo de comunicação da cidade de Paraíso trouxe hoje, terça-feira,19 uma matéria preocupante que cito e indico o link aqui:

 

Funcionário de loja de Paraíso testa positivo para  o Covid 19.

 

A loja, conhecida por ter filiais em várias cidades, incluindo a sede em Palmas, vende tecidos. Produtos não essenciais. Mas assim como todo comércio de Paraíso, está aberta em plena avenida Bernardo Sayão.

 

O unico "controle do decreto municipal é que o comércio funcione das 8hs às 18hs. Mesmo depois da confirmação do teste positivo de um funcionário, e uma segunda funcionária apresentando sintomas, a tal loja segue aberta.

 

Não faltasse bom senso e já estaria fechada, com todos os funcionários encaminhados para teste e isolados por 14 dias, a fim de evitar a propagação.

 

Mas em Paraíso prevalecem duas coisas atualmente: o uso recomendado da Hidroxicloroquina, opção do prefeito e médico Dr. Moisés Avelino, que em video no Facebook defendeu seu uso, e relembrou como médico ter receitado o remédio para tratamento da malária, com sucesso.

 

A segunda é a posição de Avelino é dos que são pela teoria da “imunização do rebanho”. É a mesma tese defendida pelo presidente Jair Bolsonaro: já que todos vão pegar, guarda os mais velhos em casa e deixa o povo circular.

 

O isolamento vertical é um equívoco já comprovado e que Paraíso caminha para viver de forma dolorosa e triste. São 56 casos confirmados e três óbitos até o relatório de ontem, 18.

 

Sem uma UTI instalada na cidade e com a opção do governo do estado, via Secretaria de Saúde, de centralizar os atendimentos Covid em Palmas, Gurupi e Araguaína, a consequência das más escolhas da gestão da cidade, vão desaguar em casos a serem tratados na rede de Palmas, em grande número.

 

O comércio não essencial que segue aberto, desobedece o decreto estadual que recomenda que feche.

 

É um caso que preocupa e requer intervenção do governo estadual. Além da ação imediata da Secretaria de Saúde no sentido de isolar os que conviveram com o rapaz do teste positivo, e desinfectar o ambiente da loja, que infelizmente segue aberta.