Palmas, Tocantins -

Minha Opinião

Roberta Tum

Roberta Tum

roberta.tum.9 @robertatum

Colunista do Editorial Minha Opinião


Opinião
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O mundo nunca mais será o mesmo que conhecemos antes

Em momento de crise, o melhor de nós pode aflorar, provocando a necessidade de novas invenções, mudança no modelo de negócios. É um desafio também para homens e mulheres em cargos públicos
- Atualizada em
Descrição: Coronavírus chega mudando a realidade nacional Istoé

Poucas pessoas se deram conta, de verdade, das mudanças que já ocorrerão e de outras que virão nos próximos dias, semanas e meses em razão da epidemia que se alastra diária e silenciosamente entre nós com a propagação do Corona Vírus.

 

No segundo dia de isolamento social voluntário, sem sintomas, mas preocupada com um contato que tive semana passada com uma amiga que está no grupo de risco (e ninguém sabia) tenho tempo para ler de tudo, checar informações e seguir trabalhando de casa. Meu trabalho permite e favorece o home office.

 

A rapidez com que as coisas estão mudando é incrível, inacreditável, fantástica. Ontem pela manhã, ainda sem as razões que tenho hoje para me preocupar, fui à Taquaralto fazer necessárias compras. Vi esteticistas atendendo mulheres na calçada, aproveitando a luz do sol para delinear sobrancelhas e com isso, promovendo seu negócio. Dificilmente verei esta cena novamente, tão cedo.

 

Os ambulantes de sempre estavam pelas esquinas. E ouvi os diálogos incrédulos de que o Corona chegue com força aqui. Mas já chegou. Já está entre nós.

 

E com a epidemia chega a mudança de hábitos. Necessária. Urgente. Para preservar vidas.

 

O fato, é que o vírus vai contaminar em larga escala a população brasileira, tocantinense, palmense. Segundo os especialistas, levará um ano para percorrer o planeta. Matará entre 6% e 20% da população, a depender das medidas e cuidados que se tome para “achatar a curva” do seu crescimento.

 

Resumindo, mais cedo ou mais tarde todos vamos contrair o vírus. Diante da precariedade do nosso sistema de saúde, público e também privado, a luta é para diminuir a velocidade com que o vírus chega. E com medidas de isolamento, higienização, tentar retardar seus efeitos destruidores.

 

Em países de primeiro mundo, pessoas passam fome e morrem sozinhas. Ou morrem em hospitais. Ou são deixadas para morrer por que não há recursos para cuidar de todos.

 

Profissionais de saúde são contaminados na casa de 20%, por que não há luva certa, nem máscara eficiente o bastante para protegê-los.

 

O que este vírus veio nos ensinar?

 

Primeiro a desacelerar e nos voltarmos para dentro, para a casa, para o cuidado com os nossos. Para o que é de fato importante. Essencial.

 

Segundo, trouxe para a prática a lição da solidariedade, da fraternidade, do preocupar-se com o outro. De oferecer ajuda e cuidados a quem necessita.

 

Terceiro, veio para ajudar a nos reinventar como sociedade.

 

Nunca mais seremos os mesmos. Para sobreviver, teremos que reinventar nossos negócios. Melhorar os meios alternativos de atender os clientes. Usar o telefone, a internet, e o serviço de entrega com critérios.

 

Aos governos, federal, estadual e municipal caberá a tarefa hercúlea de assistir as populações economicamente mais frágeis. Tem gente que come hoje, o que vendeu ontem. E se não vender, não tem poupança, não tem reservas, não tem seguro desemprego.

 

O momento requer coragem. Requer que se abandone ou se deixe em segundo plano os projetos político pessoais. Requer de homens e mulheres em função pública, espírito público em favor da coletividade.

 

São tempos trágicos. Eles são capazes de despertar o que há de melhor em nós. A criatividade, as novas invenções, a solidariedade. Mas também serão o retrato da pequenez dos mesquinhos e do despreparo dos ignorantes.

 

O mundo nunca mais será como nos lembramos dele antes.

 

Com as liberdades já restritas saberemos em breve, o que nos é indispensável.

 

É fundamental que as informações cheguem de forma clara e objetiva a todos. É nesta trincheira que nós, do T1 Notícias vamos lutar.

 

O País precisa parar, fechar fronteiras, usar com inteligência seus recursos.

 

Não há outro caminho para vencer. E sobreviver.