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Roberta Tum

Roberta Tum

roberta.tum.9 @robertatum

Colunista do Editorial Minha Opinião


Bastidores
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Saúde requisitará 70% das UTIs da rede privada para Covid e governo manda fechar Bico

Numa sexta-feira de muita tensão, Tocantins sobe a curva da doença e governador Mauro Carlesse toma decisões importantes e polêmicas para conter a Covid. Fechamento de cidades entre elas
- Atualizada em
Descrição: Governador do Tocantins, Mauro Carlesse. Divulgação

A sexta-feira, 15, no Tocantins vai terminando com decisões importantes depois de um dia de intensas discussões, provocadas pelos novos números da Covid-19.

 

Foram 150 casos no boletim de hoje, sendo 147 testados no Estado e três testados fora, em que os moradores retornaram com a Covid para Cariri.

 

O resultado que se espera ainda esta noite no Diário Oficial será a publicação de dois documentos muito importantes.

 

O decreto governamental através do qual o governador Mauro Carlesse interfere na politica de 27 municípios do Estado, entre eles Araguaína, para determinar fechamento total a partir das 18hs de amanhã, sábado, 15.

 

A portaria da SES Tocantins em que a pasta requisita administrativamente 70% dos leitos de UTI da rede privada para atendimento ao Covid-19. 

 

Vamos traduzir em miúdos.

 

O decreto é um trancamento total das cidades do Bico do Papagaio, onde a Covid explodiu, seja pela leniência de prefeitos que ignoraram a agressividade e letalidade do vírus, seja pela proximidade com outros estados onde a doença avançou muito.

 

Barreiras nas entradas e saídas, fim da circulação de vans e ônibus, e abertura apenas do comercio essencial, são as regras.

 

No decreto estão incluídas as cidades de Araguaína, Nova Olinda, Colinas, Guaraí e Cariri.

 

A intenção é achatar a curva nesta região do Tocantins, e retomar um número de casos administrável.

 

Saúde tem providências que vão barrar pacientes de fora do Estado

 

A portaria do Secretário de Saúde, Edgar Tolini, vai definir uma política de governo que vem para por fim a apreensão que tomou conta de setores da população com a informação da chegada de pacientes do Pará, na quinta e sexta-feiras, trazidos de avião fretado, num contrato da Vale do Rio Doce com a Intensicare.

 

 

 

Passamos todo dia apurando a história e recebemos uma nota evasiva da Vale do Rio doce em que afirma estar removendo para os estados de origem, seus pacientes em estado grave. Não há no entanto a informação de que os quatro internados no Tocantins, sejam daqui.

 

Com 70% dos leitos reservados para o Estado na rede privada, a Saude do Estado é quem determinará as internações. E a decisão é não permitir o desembarque de pacientes com a Covid 19 em Palmas, vindos de outros estados.

 

Não há o que dizer das medidas tomadas nesta sexta-feira. Ainda aguardamos os três decretos prometidos pela prefeita Cinthia Ribeiro, em Palmas. Com todas as críticas e pressões que lhe fazem, tem sido a mais firme em manter a determinação do isolamento social e o combate às aglomerações. O resultado é que mesmo com o aumento de casos, Palmas se mantem dentro da capacidade de atendimento da sua rede.

 

Nos próximos dias, setores do governo avaliam a situação de Paraíso do Tocantins, onde o prefeito Moises Avelino insiste em que o comércio deve ser reaberto, e Gurupi, que ainda mantem controle de casos.

 

A opção do estado não será o hospital de Campanha, mas a ocupação da rede privada, até o credenciamento de mais leitos UTI Covid pelo Ministério da Saúde. Este, onde a crise se instalou novamente com a saída do ex-ministro Teich, no dia de hoje.

 

Atendimentos a Covid-19 serão centralizados em Araguaína, Palmas e Gurupi. Para evitar casos como uma morte ontem, após três tentativas frustradas de entubar um paciente no interior. 

 

As decisões de hoje revelam que Mauro Carlesse subiu o tom, no combate à pandemia. E tomou decisões práticas ousadas, importantes e acertadas.

 

Já não era sem tempo. A população agradece.