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Acusado de estuprar a filha por mais de 10 anos em MG, professor é preso em Peixe

Buscas e diligências da Polícia Civil do Tocantins levaram ao paradeiro do idoso, que estava residindo em uma propriedade na zona rural de Peixe, há cerca de três meses
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Apolônio Abadio do Carm Da web

O professor universitário Apolônio Abadio do Carmo, de 67 anos, foi detido nesta quarta-feira, 08, no município de Peixe. Ele é suspeito de reiterados estupros contra sua filha durante um período de mais de 10 anos e foi capturado, mediante cumprimento a mandado de prisão preventiva, oriundo da Comarca de Uberlândia-MG.

 

O acusado estava foragido desde 2018, quando foi condenado a 20 anos de prisão. Os estupros aconteceram entre 2001 e 2013.

 

 A ação da Polícia Civil foi deflagrada após trocas de informações com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), de Minas Gerais, que apontaram que o autor havia fugido para a região Sul do Tocantins.

 

Buscas e diligências da Polícia Civil do Tocantins levaram ao paradeiro do idoso, que estava residindo em uma propriedade na zona rural de Peixe, há cerca de três meses.

 

Após os procedimentos legais cabíveis, Apolônio foi recolhido à Casa de Prisão Provisória de Gurupi, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário da Comarca de Uberlândia, cidade para onde deve ser recambiado, em breve.

 

Os abusos

 

Segundo provas colhidas em juízo, os estupros começaram em Uberlândia-MG e aconteciam em viagens entre pai e filha, como uma a Florianópolis, na qual um quarto com apenas uma cama de casal foi alugado. Nessas ocasiões, a mãe nunca estava presente, uma vez que o trabalho não permitia. Os abusos incluíam conjunção carnal e outras práticas sexuais.

 

Segundo o relatado, o professor mantinha a filha sob ameaças para que ela não o denunciasse à Polícia. Além de ameaças à jovem, o acusado fazia promessas de que mataria a mãe dela e depois se suicidaria, deixando-a sozinha. Ele também manuseava armas como forma de coação à jovem.

 

Apenas aos 21 anos, a vítima conseguiu contar à mãe o que se passou durante os anos de abusos sofridos, após um período de tratamento com equipe médica e psicólogos. Ela chegou a gravar ligações por conta própria e mandar e-mail para o pai perguntando o porquê dos estupros por tanto tempo. Ele teria dito que aquilo era algo que não teria e teria explicação e que não era assunto para ser conversado por telefone ou e-mail.