Palmas, Tocantins -

Plantão de Polícia


Caso Elizabethe
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Divulgação de parte do trabalho da perícia aumenta suspeitas contra marido e complica investigação

Divulgações preliminares de informações sobre o trabalho da perícia na investigação da morte da professora Elisabethe Contini, feitas nesta quinta-feira, 22 no Jornal do Tocantins aumentam as suspeitas de envolvimento do marido. Vestígios de sangue h...
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Fatos importantes sobre investigação da morte da professora de teatro, Elisabethe Contini Abílio, foram publicados  nesta quarta-feira, 22, pelo Jornal do Tocantins antecipando parte  das conclusões dos peritos que atuam no caso, antes da conclusão do laudo. Conforme estas informações, vestígios de sangue teriam sido encontrados na casa da família, no carro do esposo, João Abílio e ainda na lona que envolve a vítima.

A investigação corre sob sigilo, mas os novos fatos, que não foram confirmados, podem revelar um pouco do mistério que envolve o caso. As informações de que marcas de sangue haviam sido encontradas foram confirmadas por um perito do próprio Instituto de Criminalística, tratado na matéria como delegado. Desde ontem o Site Roberta Tum teve acesso a informações de que vestígios de sangue humano teriam sido identificados no câmbio do carro do marido, e também num pedaço de lona já lavada que estaria na residência do casal.

Diretora diz que vazamento atrapalha

Em entrevista ao Site RT a diretora do instituto, Márcia Cavalcante, afirmou que não sabe como as informações vazaram. “Essas informações não saíram daqui isso pode atrapalhar as investigações. Estamos realizando um trabalho intenso buscando provas e analisando”, afirmou. Ela disse que é preciso evitar qualquer pré-julgamento, e que este tipo de informação pode provocar a hostilização do esposo da vítima, colocando-o como possível autor precipitadamente.

Ainda de acordo com a diretora, será realizada amanhã uma reunião para tratar sobre o assunto.

O delegado que preside os autos, Edson Parente, não falou com a imprensa, e segundo informações da escrivã Shiley, ele estaria em diligência.

Homenagem

Nesta quarta, o aluno  de Elizabehte, Fábio Branquin, do Centro de Criatividade da Fundação Cultural de Palmas, escreveu um poema em homenagem a professora de teatro. Leia o poema na integra abaixo:

 Alguém apagou a Luz

O que aconteceu? ninguém sabe explicar!
A luz se apagou, o teatro escureceu;
Agora procuro e não consigo encontrar;
O que encantava a todos ...
O que aconteceu? ninguém quer explicar!
Por que a luz se apagou e o teatro escureceu?
Cadê a luz que me ensinava a brilhar?
Sua ausência é presença constante!
Se alguém pudesse explicar
Eu queria ser o primeiro a saber;
O porquê de alguém querer apagar essa luz;
Que brilhava e nos fazia tão bem
Será que alguém, algum dia vai explicar?
Todos querem entender,por que naquelas salas e corredores;
Onde escutávamos suas gargalhadas contagiantes;
Agora silêncio que não queremos escutar.
O que aconteceu? Alguém pode me explicar?
Será que eu vou entender?
Minhas lembranças se tornam consolos;
Guardados de uma enorme interrogação, do porquê?
Se alguém puder me explicar Quem apagou nossa luz,
Não me diga nada,não quero saber...
Apenas fecharei meus olhos para relembrar daquela luz
Que iluminava e talvez um dia a reencontrar!

“Poema dedicado com muito sentimento a grande Professora Beth!”

Elizabethe Contini

Elizabethe Contini, 45 anos, era professora concursada do Centro de Criatividade, onde lecionava aulas para crianças e adolescentes, atuando na criação, montagem e direção de espetáculos teatrais como, o “Nós e Nossos Nós”, encenado pelos alunos em novembro de 2009, e que tinha a proposta de fazer o público repensar suas posturas pessoais, os nós, ou as amarras, reais ou imaginárias.