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Ex-PM acusado de participar da execução do advogado Danilo Sandes foge da prisão

Wanderson Silva de Souza fugiu do quartel do 1º Batalhão da Polícia Militar de Palmas na tarde deste último sábado, 05.
- Atualizada em
Wanderson Silva de Souza Reprodução

Um dos suspeitos de ter participado na morte do advogado de Araguaína Danilo Sandes, o ex-policial militar Wanderson Silva de Souza, fugiu do quartel do 1º Batalhão da Polícia Militar de Palmas na tarde deste último sábado, 05.

 

A PM do Tocantins informou que não houve fuga de outros detentos e que Wanderson teria fugido por volta das 15h no momento do banho de sol e visita aos detentos. Equipes da Unidade Policial Militar apoiadas por equipes do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) começaram as buscas ainda no sábado na tentativa de efetuar a recaptura de Wanderson Silva.

 

Ainda segundo a PM, a hipótise de que algum policial militar tenha ajudado ou facilitado a fuga de Wanderson também já foi descartada pelo procedimento interno. E reforçou que esse é o primeiro caso registrado do tipo no Estado. 

 

O ex-PM foi preso no dia 22 de setembro de 2017 em Marabá (PA) com outros dois militares, João Oliveira Santos Júnior e Rony Marcelo Alves Paiva, sob acusação de serem executores do advogado Danilo Sandes.

 

O trio teria sido contratado pelo farmacêutico Robson Barbosa Costa, que era cliente do advogado e parte em uma ação de inventário.

 

As investigações apontaram que Robson Barbosa da Costa se revoltou quando o advogado não aceitou participar de um esquema para ocultar bens.

 

Rony Marcelo Alves Paiva está preso no Pará por outro crime após ser solto pela Justiça do Tocantins.

 

Entenda

 

O corpo de Danilo Sandes foi ecnontrado no dia 29 de julho de 2017, em avançado estado de decomposição e apenas de cueca em uma chácara às margens da TO-22.  Danilo havia sumido quatro dias antes depois de ter saído de casa de moto com destino à Filadélfia.

 

Um mês depois o crime, Robson Barbosa da Costa foi preso apontado como sendo o mandante do crime. Robson teria contratado um grupo formado por três policiais militares do Pará por cerca de R$40 mil. A polícia indiciou o farmacêutico Robson Barbosa, um policial militar e um ex-PM pelo crime. A Justiça decidiu levá-los a júri popular ainda em março, mas o julgamento ainda não foi marcado.

 

Confira a nota da PM na íntegra:

 

Em resposta a solicitação deste veículo de imprensa a Polícia Militar informa que:

1)    Que os quarteis da Polícia Militar não possuem a mesma estrutura de unidades prisionais e que só fazem a guarda de presos que estão a disposição da justiça quando há determinação expressa do judiciário;

2)    Que a fuga se deu por volta das 15h do último sábado (05) no momento de banho de sol e visita aos detentos no Quartel, sendo de imediato foram iniciadas as buscas pelas equipes da Polícia Militar;

3)    Que a Polícia Militar mantém diligências no intuito de localizar e recapturar o foragido;

4)    Que os fatos de como se deu a fuga são objetos de apuração em procedimento interno da Polícia Militar, já tendo sido descartada qualquer tipo de participação de policiais militares do Tocantins na fuga, bem como de facilitação para a realização da mesma;

5)    Que a Polícia Militar, apesar de não ser unidade prisional, tem cumprido com afinco a guarda de presos quando determinada pela justiça, e os procedimentos de segurança adotados até então sempre foram exitosos, sendo o primeiro fato registrado em nosso Estado.

A Polícia Militar do Tocantins reforça seu compromisso de garantir a ordem pública e a promoção da cultura de paz em todo o Estado.