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Funcionárias são denunciadas por desviar mais de R$75 mil de imobiliária em Araguaína

Funcionárias tinham esquema de desvio de dinheiro da empresa e contavam com a ajuda de um ex-namorado
- Atualizada em
Trio é denunciado por diversos crimes e ostentavam nas redes sociais Divulgação

Três pessoas de Araguaína foram indiciadas pelos crimes de furto duplamente qualificado, estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa por induzirem clientes de uma imobiliária da cidade a pagarem a elas valores que deveriam ser repassados à empresa, mas não eram. Um detalhe destacado nas invetigações é que os indiciados ostentavam uma vida em redes sociais incompatíveis com a renda que tinham. As penas dos crimes, se somadas, poderão chegar a 21 anos de prisão. Foi desviado da empresa o valor de R$ 75.766,16 mil "promovido por funcionárias da imobiliária", confirmou a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO). As investigações são da  2ª Delegacia de Polícia Civil de Araguaína.

 

Conforme as investigações, as supostas autoras Amanda Rodrigues Alves e Ana Caroline Alves Lins, ambas de 23 anos, induziram os clientes da imobiliária na qual trabalhavam a efetuarem pagamentos em dinheiro em espécie na própria imobiliária, onde elas recebiam tais valorem e não repassavam para a empresa, sendo que o procedimento de praxe era o pagamento através de boletos bancários, não sendo permitido o recebimento de qualquer valor, seja em espécie ou através de cheque, diretamente na imobiliária.

 

Os clientes compraram diversos lotes financiados pela imobiliária e efetuavam os pagamentos através de boletos, mas posteriormente passaram a ser orientados, supostamente, por Amanda e Ana Caroline, a efetuarem pagamentos em dinheiro. Elas teriam recebido tais valores e, para não deixar qualquer suspeita, emitiam recibos fictícios aos referidos clientes da imobiliária.

 

Ainda de acordo com o delegado responsável pelo caso, Luís Gonzaga, outra forma de receber os valores dos clientes foi através de diversos depósitos bancários na conta do investigado Gleison Freitas de Sousa, 36 anos, que na época dos fatos era namorado de Amanda Rodrigues. O esquema envolvendo este suspeito funcionava da seguinte forma: Amanda e Ana Caroline induziram os clientes a acreditarem que Gleison seria um dos sócios da imobiliária, não havendo nenhum problema em realizar os depósitos e transferências, referentes aos pagamentos dos lotes, em sua conta bancária.

 

"Nos autos há um áudio enviado por Amanda Rodrigues para o advogado da imobiliária, em que pede que o mesmo intermedeie um acordo para que nem ela e nem a Ana Caroline viessem a responder criminalmente. Há ainda conversas pelo aplicativo whatsapp do referido advogado e as supostas autoras Ana Caroline e Amanda, em que estas tentam negociar uma forma de pagamento parcelado para que nada fosse parar na polícia, negociação esta infrutífera", informa a Polícia Civil.

 

As investigações ainda apontaram que  Amanda Rodrigues e Ana Caroline levavam uma vida acima do padrão financeiro que o salário permitia, pois viajavam e compravam roupas de marcas de preços elevados, tudo sendo ostentado em suas redes sociais. O Delegado concluiu o inquérito policial, e indiciou o trio - Amanda Rodrigues Alves, Ana Caroline Alves Lins e Gleison Freitas de Sousa, pelos crimes de furto duplamente qualificado, estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa. O caso agora fora encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.


O T1 Notícias tentou localizar os suspeitos, mas sem sucesso. O espaço está aberto caso queiram se pronunciar. 

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