Palmas, Tocantins -

Plantão de Polícia


Caso Elizabete
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Homenagem é marcada pela emoção: amigos cobram agilidade na solução do caso

Familiares e amigos da professora Elizabete Contini realizaram uma homenagem, na noite desta sexta-feira, 15, no Espaço Cultural, em Palmas. Alunos declamaram poesias, cantaram e além de demonstrar saudade cobraram agilidade à justiça....
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Vestidos de branco familiares, alunos e amigos de Elizabete Contini se reuniram na noite desta sexta-feira, 15, para uma grande homenagem marcada pela emoção e saudade da professora de teatro morta há três meses em Palmas.

A gerente do Centro de Criatividade, Sandra Albuquerque afirmou que o evento além de homenagear a professora mostra a saudade que todos sentem.

“Já queríamos há um tempo fazer a homenagem para a Bete e o dia dos professores foi à data ideal. Queríamos demonstrar toda a saudade que sentimos dela, mas também protestar por conta da morosidade do processo, já faz três meses e até agora não temos uma solução”, explicou.

Professores do Centro de Criatividade que conviveram diariamente com a professora pintaram o rosto de Elizabete na cúpula do Espaço Cultural e a frase “Alguém apagou a luz. Quem?”, cantaram, declamaram poesias, rezaram e pediram agilidade a justiça e a polícia para que o caso seja solucionado.

O esposo de Elizabete, João Abílio também participou da homenagem junto aos filhos Ivan e Gabriel, que muito emocionado falou ao Site Roberta Tum sobre a homenagem.

Filho agradece homenagem, irmão cobra ação da polícia

“Essa homenagem é uma mostra do que minha mãe poderia ter feito e de como era uma pessoa maravilhosa que iluminava tantos lugares e levava tanta alegria. Acho que a gente tem que se despedir dela dessa forma, com música, com a arte que era o que ela realmente gostava. Porque ela não vai voltar, mas idéia dela o que ela ensinou vai continuar por aqui”, afirmou Gabriel.

Os irmão de Elizabete, Renato e Rogério Contini, que moram em São Paulo encaminharam uma carta que foi lida durante o evento. Um dos trechos dizia “Há 92 dias a história da nossa família fora atingida por um fato que nos abalou profundamente trazendo uma tristeza nunca antes imaginada por nós, perdemos Betinha. Pedimos em nome de toda nossa família que não deixem isto passar em branco, pois sua falta nunca será esquecida por nós, mas que o monstro que nos tirou nossa Betinha seja devidamente punido pelas leis no homem, pois a ira de Deus com certeza também irá puni-lo”.

Ao final da homenagem todos acederam velas e foi realizado um minuto de silêncio. Alunos da professora questionaram. “Essa homenagem é feita com muito amor, a luz de Elizabete continua brilhando e queremos saber quem apagou a luz?”.