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PF deflagra duas operações na mesma manhã em Palmas: Tiro no Pé II e Phishing

Na Operação Phishing, contra fraudes bancárias eletrônicas, policiais também cumprem mandados em Porto Nacional.
- Atualizada em
Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira, 11, duas operações no Tocantins. A Operação Tiro no Pé II, deflagrada em Palmas, visa desarticular uma associação criminosa envolvida no uso de documentos falsos perante o Núcleo de Controle de Armas da Polícia Federal da Capital e no comércio ilegal de armas de fogo. Já a Operação Phishing, com mandados para Palmas e Porto Nacional,  busca documentos e pessoas envolvidas em fraudes bancárias eletrônicas. 

 

Na primeira operação, aproximadamente 15 policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas. Na outra, são 30 policiais federais cumprindo cinco mandados de busca e apreensão na Capital e Porto Nacional

 

 Tiro no Pé II

 

A investigação desta operação é continuação do que já havia sido apurado na deflagração da Operação Tiro no Pé, em julho de 2019, quando um investigado foi preso e diversos outros indiciados por uso de documentos falsos em requerimentos de aquisição de armas de fogo perante o Núcleo de Controle de Armas da Polícia Federal em Palmas. Nesta fase, uma loja de armas também está sob investigação por ter, supostamente, realizado comércio irregular de arma de fogo. 

 

A operação de hoje também conta com o apoio do Exército Brasileiro, responsável por autorizar e fiscalizar o comércio de armas de fogo. Os investigados devem responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento particular falso, associação criminosa e comércio ilegal de arma de fogo, o último com pena de 6 a 12 anos de reclusão. 

 

Phishing

 

A investigação teve início após Relatório de Análise de Fraudes Bancárias elaborado pelo Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da Coordenação Geral de Polícia Fazendária/DICOR/PF, que identificou um esquema de fraude no pagamento do imposto Simples Nacional por empresas localizadas no estado do Tocantins, por meio de fraudes eletrônicas em prejuízo a contas bancárias da Caixa Econômica Federal, ocorridas entre 2016 e 2017. 

 

Estima-se que o montante do prejuízo à Caixa Econômica Federal seja de aproximadamente R$ 180 mil. Os investigados devem responder pelos crimes de furto mediante fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas podem ultrapassar 26 anos de reclusão. 

 

O nome da operação faz referência ao termo atualmente utilizado para descrever a aquisição de dados pessoais e financeiros de vítimas por meio de mensagens falsas na internet, bem como a palavra “fishing” em inglês (pescaria), uma vez que os principais alvos da operação são empresas de caça e pesca.