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Operação Fructus Putres
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PMs são presos em operação da Polícia Civil e MPE em Paraíso; Comando Geral comenta

Em nota enviada aos policiais militares do Tocantins nesta quarta-feira, 19, o comandante geral da PMTO, coronel Glauber de Oliveira Santos comentou sobre o cumprimento de mandados
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Comando Geral se pronuncia sobre operação Foto: Divulgação

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual deflagraram na tarde desta terça-feira, 18, em Paraíso do Tocantins, a operação “Fructus Putres”, do latim, Frutos Podres, para cumprir dois mandados de prisão preventiva expedidos contra policiais militares.

 

Conforme informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e em setores do Batalhão da Polícia Militar em Paraíso do Tocantins, "onde foram localizadas e apreendidas drogas e outros materiais", apontou a SSP.

 

As buscas foram acompanhadas por membros do Comando Geral e da Corregedoria da Polícia Militar. “As investigações continuam em grau de sigilo, motivo pelo qual não serão divulgadas maiores informações. Após a conclusão dos trabalhos policiais, será emitida nota com o resultado das investigações”, afirmou a SSP. 

 

Comando Geral se pronuncia

Em nota enviada aos policiais militares do Tocantins nesta quarta-feira, 19, o comandante geral da PMTO, coronel Glauber de Oliveira Santos comentou sobre o cumprimento de mandados ocorrido na sede do 8º Batalhão em Paraíso.

 

“Em primeiro lugar, não discutiremos o mérito das ações, até por que a Polícia Militar tem interesse em apurar quaisquer suspeitas referentes ao seu efetivo e sempre colaborará nesse sentido. Contudo, não concordamos e nunca concordaremos com a forma que o cumprimento dos mandados foi realizado. Diferente do que foi divulgado, não foi oportunizado o acompanhamento adequado da ação desde o início”, afirmou o comandante.

 

Ainda conforme Glauber de Oliveira, “a Polícia Militar do Estado do Tocantins é reconhecida pelo seu respeito com as pessoas e instituições sempre buscando salvaguardar o direito de todos. Em todos esses anos, nenhuma instituição foi afrontada por essa valorosa corporação. Dessa forma, exige que seja tratada com o mesmo respeito. Informamos ainda que já estamos tomando providências no sentido de não permitir que ações como essas de afrontamento direto a nossa Instituição voltem a ocorrer. Determino e conclamo a todos que não baixem suas cabeças diante do ocorrido e que continuemos como sempre, prestando um trabalho de excelência em defesa da sociedade tocantinense”.

 

Apoio

Através de uma nota, a Associação dos Oficiais Militares do Estado do Tocantins (AOMETO) se solidarizou com o comando da PM sobre o ocorrido. “Lamentamos profundamente a forma desnecessária com que agiram o Delegado, o Promotor e as Equipes que foram ao nosso quartel, numa demonstração total de desrespeito e casuísmo para com as pessoas envolvidas diretamente no ato, no caso, o Comandante da Unidade e os militares pertencentes à Unidade, que seriam as pessoas encarregadas de cumprir a ordem judicial determinada e apresentar os militares envolvidos ao encarregados do procedimento”, afirma o presidente da associação, que assina a nota.

 

Veja na íntegra:

 

Nota

Acabamos de conversar com o nosso Comandante Geral, que segue acompanhando os procedimentos iniciados pela Polícia Civil dentro do 8° BPM, para cumprir um mandado de prisão contra um Capitão e um Sargento. Lamentamos profundamente a forma desnecessária com que agiram o Delegado, o Promotor e as Equipes que foram ao nosso quartel, numa demonstração total de desrespeito e casuísmo para com as pessoas envolvidas diretamente no ato, no caso, o Comandante da Unidade e os militares pertencentes à Unidade, que seriam as pessoas encarregadas de cumprir a ordem judicial determinada e apresentar os militares envolvidos ao encarregados do procedimento.

De forma totalmente descabida e desrespeitosa, invadiram o quartel e começaram a fazer busca nas pessoas e instalações, sem sequer comunicar ao Comando da unidade do que estava acontecendo.

Tais fatos são abomináveis, pois que a Corporação jamais se negou a cumprir um mandado judicial, nem desrespeitou qualquer autoridade que até ela viesse. Temos nossos órgãos de controle e investigação que é a Corregedoria, não havendo nenhuma dificuldade de acesso a este órgão.

A Associação dos Oficiais Militares do Estado do Tocantins, AOMETO, manifesta sua solidariedade ao Comandante e aos militares do 8° BPM, colocando-se à disposição, para quaisquer ações em defesa de nossos direitos e prerrogativas.

Colocamo-nos à disposição Senhor Comandante Geral, para as ações que se fizerem necessárias ao bom nome de nossa Corporação junto à sociedade paraisense e região.

CEL QOPM RR Joaidson Torres de Albuquerque

Presidente da AOMETO