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Em Palmas

Polícia apreende explosivos que seriam utilizados em roubos e prende dois suspeitos

Conforme a Polícia Civil, os suspeitos foram presos no momento em que desenterravam o explosivo, em um matagal próximo à Quadra 605 Sul
- Atualizada em
Artefatos explosivos apreendidos pela DEIC Palmas  Divulgação/SSP

Policiais civis da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic-Palmas), apreenderam ontem, 10, aproximadamente 6 quilos de explosivos, em poder de Maria do Rosário A. P., de 42 anos, e Manoel L. B., de 69 anos, que foram presos em flagrante. Conforme o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, titular da Deic, os suspeitos foram presos no momento em que desenterravam o explosivo, em um matagal próximo à Quadra 605 Sul.

 

De acordo com o delegado, o material apreendido é composto por cordéis detonantes e espoletas e, provavelmente, seria utilizado em crimes de explosão de caixas eletrônicos. Segundo as investigações, Maria do Rosário é esposa de Miguel A. S., que já havia sido preso pela Deic, acusado de praticar crimes contra agências do Banco do Brasil das cidades de Pium e Natividade.

 

As investigações ainda revelaram que a mulher recebeu ordens do esposo para desenterrar os objetos e repassar ao restante da quadrilha. Para cumprir a ordem do marido, Maria do Rosário contou com a ajuda de Manoel. No momento da prisão, os dois investigados e um adolescente de 15 anos, filho da mulher, estavam entrando em um matagal com ferramentas que seriam utilizadas para desenterrar os explosivos.

 

Manoel e Maria do Rosário foram autuados em flagrante pela prática dos crimes de posse de emulsões explosivas e corrupção de menores. O adolescente assinou um Boletim Circunstanciado de Ocorrência (BOC) e foi entregue ao responsável.

 

O delegado ressalta que as investigações continuam no sentido de identificar os demais integrantes da quadrilha e pontua que a quantidade de explosivos apreendidos seria suficiente para destruir três caixas eletrônicos.  “A Polícia Civil está atenta, vigilante e atuando de maneira firme no sentido de investigar, não somente crimes já ocorridos, mas também impedir que ações criminosas, como esta, venham a ocorrer no Estado”, pontuou Wanderson Chaves.