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Operação Chave Mestra
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Polícia Civil cumpre mandados nas casas de advogados e em escritórios de advocacia

Servidores do Fórum de Palmas e advogados são alvos de operação da Polícia Civil contra vazamento de informações judiciais
- Atualizada em
Operação Chave Mestra é realizada pela Polícia Civil Lia Mara/Governo do Tocantins

Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 29, policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos deflagraram a Operação Chave Mestra, que investiga advogados e servidores do Fórum de Palmas. Os alvos são suspeitos de participar de um suposto esquema visando ao acesso indevido a processos sigilosos no sistema E-proc, mantido pelo Tribunal de Justiça do Estado.

 

As investigações apontam a negociação das informações de caráter restrito, obtidas a partir de senhas de servidores do Poder Judiciário estadual, resultando em prejuízo às investigações policiais e à ações penais delas decorrentes. "A Polícia Civil do estado esclarece, ainda, que não foram verificados indícios de violação à integridade do sistema utilizado pelo Poder Judiciário para tramitação processual, mas a utilização de senhas de funcionários para acesso e vazamento de informações sigilosas".

 

A Polícia Civil cumpre 15 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de advocacia na Capital e uma ordem de prisão contra um advogado, que já foi detido. Os nomes dos envolvidos no caso não foram divulgados pela polícia até o momento. Participam da operação as unidades especializadas na Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), de Maior Potencial Contra a Administração Pública (DRACMA), Contra a Ordem Tributária (DOT), Repressão a Narcóticos (DENARC), Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Capital, e de Repressão a Roubos (DRR), de Araguaína, as Delegacias Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e 1ª Circunscricional de Palmas, e o Instituto de Criminalística do Tocantins (Seção de Informática Forense).

 

"No momento, estão sendo cumpridos 15 mandados judiciais de busca e apreensão e um de prisão temporária, além de e várias intimações simultâneas, que apontam a suposta participação nos delitos de advogados e servidores do Poder Judiciário do Tocantins", informou a Polícia Civil. 

 

Em nota enviada à imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins ressaltou que logo que informada pelas autoridades policiais, acionou a Procuradoria de Prerrogativas para salvaguardar as prerrogativas funcionais da advocacia. “Em relação à investigação, a OAB/TO vai oficiar as autoridades policiais competentes para ter acesso às informações acerca do caso para eventuais providências pertinentes”.