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Polícia Civil investiga empresária por crimes de estelionato e falsidade ideológica

A suspeita realizava empréstimos para as vítimas e, logo após, de posse das informações pessoais delas, realizava outros empréstimos sem a autorização dos contratantes
- Atualizada em
A investigada é proprietária da empresa MF Financeira Divulgação

A 2ª Delegacia da Polícia Civil de Araguaína instaurou seis inquéritos com o intuito de investigar a prática de vários crimes de estelionato e falsidade ideológica, supostamente cometidos por uma empresária na região. A investigada é proprietária da empresa MF Financeira, localizada no Setor Central de Araguaína, e teria feito inúmeras vítimas, dentre elas idosos que não sabem ler ou escrever.

 

Segundo as investigações preliminares da Polícia Civil, a suspeita realizava empréstimos para as vítimas e, logo após, de posse das informações pessoais delas, realizava outros empréstimos sem a autorização dos contratantes. Depois que o dinheiro era creditado nas contas bancárias das vítimas, a mulher entrava em contato e inventava histórias para convencer a vítima a transferir os valores recebidos para a conta da investigada, acreditando nos relatos da suposta autora, só vindo a descobrir o golpe posteriormente.

 

Em um dos casos descobertos, a suspeita teria acompanhado o idoso até o caixa eletrônico do banco, vindo a realizar empréstimos bancários e sacando o dinheiro em seguida, sem que a vítima percebesse, acreditando que estava sendo ajudado a realizar o saque de benefício previdenciário.

 

Muitas destas vítimas procuraram a empresária com o fim de reaver o dinheiro, no entanto, a mulher apresentava várias desculpas e prometia que faria a devolução o mais breve possível, o que, de fato, nunca acontecia.

 

De acordo com a 2ª Delegacia de Polícia Civil de Araguaína, há indícios veementes de que outras pessoas possam ter sido vítimas do golpe. A Polícia Civil orienta que as pessoas lesadas façam o respectivo boletim de ocorrência, para a realização dos procedimentos legais cabíveis, para que a delegacia possa reunir os elementos probatórios cabíveis, vindo em seguida, a concluir os citados inquéritos.