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Plantão de Polícia


Homicídio
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Principal suspeito de matar a própria mãe, homem de 47 anos é preso em Gurupi

O homem foi autuado em flagrante, inicialmente, pelos crimes de ocultação de cadáver e ameaça, uma vez que o indivíduo estaria ameaçando sua esposa e filhos para que não o denunciassem à polícia
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Descrição: Gurupi - TO Divulgação/Secom Gurupi

Um crime bárbaro e cruel foi desvendado nesta quinta-feira, 29, em Gurupi, quando policiais civis da 8ª Divisão Especializada na Repressão ao Crime Organizado (DEIC), com apoio de agentes da 3ª Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (3ª DHPP) daquela cidade, efetuaram a prisão de um homem de 47 anos. Ele é o principal suspeito de matar e ocultar o corpo da própria mãe, uma senhora de 72 anos de idade.

 

Durante a ação, que teve início na manhã desta quinta-feira e se estendeu por todo o dia, inicialmente, os policiais civis da DEIC obtiveram informações sobre um possível desaparecimento da vítima que não havia sido mais vista há aproximadamente três meses. Nesse sentido, os policiais civis apuraram que o próprio filho da idosa poderia ser o responsável pelo até então, desaparecimento de sua mãe. Fato corroborado por outros dois filhos da vítima que moram em outro estado e vieram a Gurupi para saber o que havia ocorrido com a mãe, pois não mais conseguiam ter noticias da mulher.

 

Desse modo, os policiais civis localizaram o indivíduo que afirmou que teria levado sua mãe para uma chácara. Assim, os policiais civis pegaram o homem e estavam se dirigindo para o local indicado, quando ele resolveu mudar a versão e afirmou que, na verdade, sua mãe teria viajado para Goiás. Ao questionado sobre o dia da viagem, bem como se possuía algum tipo de comprovação do embarque da vítima, mais uma vez o indivíduo entrou em contradição.

 

Ao ser novamente questionado sobre o paradeiro de sua mãe, o homem confessou que ele a tinha assassinado e jogado seu corpo em uma cisterna na residência que mora no centro de Gurupi. Com base no relato, os policiais civis das duas unidades especializadas foram até o imóvel, quando solicitaram auxílio do Corpo de Bombeiros Militar para que fosse retirado o corpo do local, fato que, somente ocorreu já no início da noite devido à grande profundidade da cisterna.

 

Após ser retirado, o corpo, que estava envolto em um cobertor, foi levado até o Instituto de Medicina Legal de Gurupi, onde passará por exames para que seja identificado. Diante dos fatos, o homem foi autuado em flagrante, inicialmente, pelos crimes de ocultação de cadáver e ameaça, uma vez que o indivíduo estaria ameaçando sua esposa e filhos para que não o denunciassem à polícia.

 

Após a realização dos procedimentos legais cabíveis, o homem foi recolhido a Casa de Prisão Provisória de Gurupi, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. No Entanto, com base nas investigações, o delegado-chefe da 3ª DHPP representará junto ao Poder Judiciário pela prisão preventiva do indivíduo, uma vez que há fortes indícios de que ele, de fato, é o autor do homicídio.

 

O crime

 

Conforme depoimento da esposa do suspeito e também com base nas investigações da Polícia Civil, a vítima Maria Aparecida de Jesus Gonçalves, teria vindo morar com o casal, no dia 19 de dezembro de 2019. No entanto, a relação com o filho era muito conturbada, sendo que a idosa era constantemente agredida, tanto física, quanto verbalmente pelo homem. Ainda em seu depoimento, a esposa do autor afirmou que sempre cuidou dos ferimentos de sua sogra, que eram provocados por seu marido.

 

Contudo, a testemunha afirma que o indivíduo ficava irritado com a atitude da esposa e a proibiu de cuidar de sua mãe. Porém, há cerca de três meses, mais uma vez, o homem teria espancado a própria mãe que ficou muito machucada. Ao ver o estado em que estava sua sogra, a mulher tratou novamente de seus ferimentos o que provou a ira de seu esposo que, mais uma vez, a proibiu de cuidar de sua sogra.

 

Na madrugada daquele mesmo dia, o autor teria acordado sua mulher e dito que teria matado a mãe, mas não disse onde teria colocado o corpo. Na oportunidade, o homem passou a ameaçar a esposa e seus filhos na intenção de assegurar a ocultação do crime. A mulher também relatou que vivia em terror desde então e que temia ser assassinada, juntamente com seus filhos, pelo marido. Por isso, ela não denunciou o crime. A mulher  também afirmou que não sabia que o corpo de sua sogra teria sido jogado na cisterna de sua residência.