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Júri popular
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Suspeito pela morte de Alan Kardec é absolvido do crime; família lamenta sentença

Apesar de entender que Cleber Venâncio atirou na vítima, o júri decidiu que o réu deveria ser solto. A família estuda a possibilidade de recorrer da sentença.
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Após cerca de 12h de julgamento, Cléber Venâncio de 39 anos foi considerado inocente do assassinato do taxista Alan Kardec de Oliveira, ocorrido em janeiro de 2015. Apesar de entender que Cleber Venâncio atirou na vítima, quatro dos cinco jurados votaram pela sua absolvição. O julgamento foi realizado nesta terça-feira, 15, no Fórum de Palmas. 

 

Cleber Venâncio ficou em silêncio durante todo o julgamento e a defesa do acusado negou a participação dele no crime. 

 

Ao T1 Notícias, a irmã do taxista, Altina de Oliveira, contou que a família ainda está em choque com o resultado. "Embora a gente tenha visto que ultimamente a Justiça vem se mostrando falha, dessa vez ficou escancarado. Como uma pessoa é considerada autora do crime mas é absolvido e liberado junto com a família da vítima?" comentou. 

 

Ainda segundo Altina, há uma possibilidade de recorrer da sentença que será avaliada junto a um membro do Ministério Público Estadual (MPE). 

 

Entenda

 

Alan Kardec foi morto com cinco tiros na frente do filho de 8 anos enquanto trocava um pneu do carro. A investigação da Polícia Civil apontou que Cléber Venâncio foi o executor do crime a mando de uma terceira pessoa.  

 

Cleber Venâncio foi preso depois que uma testemunha informou ter seguido o suspeito até a casa dele após o crime. A versão da testemunha foi confirmada pela polícia por meio de vídeos feitos pelas câmeras de segurança da região.

 

A realização do júri popular foi determinada ainda em 2016, quando o juiz Gil de Araújo Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Palmas, afirmou em decisão que havia indícios suficientes de que o réu planejou uma emboscada para o taxista.

 

Alan Kardec