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T1 ouve perito sobre vídeo que mostra PM mexendo no corpo de jovem morto em Formoso

Wilque Romano da Silva, de 19 anos, for morto no último dia 3 após perseguição de patrulha da PM
- Atualizada em
Jovem Wilque Romano da Silva morto no último dia 3 Da Web

Nesta segunda-feira, 8, um vídeo que mostra o momento em que um policial militar está ao lado do corpo de Wilque Romano da Silva, de 19 anos, começou a ser compartilhado nas redes sociais.  As imagens exibem o PM mexendo com luvas descartáveis no corpo do jovem, além de pegar algo e entregar para outro policial. O Ministério Público Estadual (MPE) pediu nesta terça-feira, 9, o afastamento dos militares envolvidos na operação. A PM informou ao T1, por meio de nota, que os policiais militares que atuaram na ocorrência foram afastados das atividades operacionais e estão exercendo funções administrativas na sede do 4º Batalhão.

 

O perito Gilvan Nolêto, ouvido pelo Portal T1, na análise a olho nu, sem equipamento técnico científico para verificar a autenticidade da filmagem, diz que é observado pelas imagens do vídeo que o rapaz está “inerte”.

 

O perito acredita, ao ressaltar que não pode dizer com exatidão, pois se trata de imagens sem tratamento, que o policial pegou um objeto que parece ser uma carteira. “Não dá para assegurar” disse.

 

Depois, já com mais nitidez, Gilvan aponta que o PM com luvas manipula uma sacola plástica transparente que está em movimento, do qual quando faz um giro em torno de si, volta sem movimento como se algum objetivo um pouco pesado tivesse sido posto ali. “Não dá para saber se é uma arma” pondera.  

 

O perito ouvido pelo T1 faz uma análise com intuito de colaborar com uma leitura mais técnica sobre o vídeo divulgado e não pode afirmar o que de fato aconteceu, pois não participa da perícia oficial do crime citado. 

 

Falta de socorro

 

O perito acentua que nas imagens, em momento algum, mostram alguém prestando socorro à vítima. Outro apontamento de Nolêto, é que não deve ser violado qualquer local de crime, seja ele de acidente de tráfico, arrombamento, assalto ou homicídio.

 

“Seja qual for à modalidade de perícia a ser realizada. Nenhuma autoridade e nem os agentes da autoridade. Fique registrado um alerta para população, que ninguém, absolutamente ninguém, pode alterar o local que será periciado” finaliza.

 

Pedido do MPE 

 

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou nesta tarde um pedido para que seja decretada a suspensão do exercício das funções de patrulhamento ostensivo dos quatro policiais militares envolvidos na morte de Wilque.

 

O MPE entende que os policiais Hick Bueno de Assis, Rafael Menes Dutra, Leandro Marques de Castro e Aldaires Monteiro da Silva devem ser afastados das funções de patrulhamento ostensivo, vinculação administrativa a grupo ou lotação em força especial da PM enquanto durar a investigação criminal, que tem o prazo de 180 dias para ser concluída. Os policiais devem ser remanejados para exercício de atividades de caráter administrativo. 

 

“No caso em questão, é adequada e necessária a aplicação de medida cautelar diversa da prisão, levando-se em consideração a natureza dos possíveis crimes, as circunstâncias dos fatos, forma de execução, disparo de arma de fogo pelas costas da vítima, condições pessoais dos investigados, bem como para evitar a prática de novas infrações”, expuseram os Promotores de Justiça no pedido.

 

O caso

 

No dia 3 de janeiro, os referidos policiais integrantes da Força Tática, por volta das 18h30, na cidade de Formoso do Araguaia, abordaram a vítima, que estava na condução de uma motocicleta. Conforme alegam os policiais, o jovem estava empinando a moto em via pública e portava arma de fogo. Após suposta perseguição da força policial, Wilque foi atingido por disparo de arma de fogo que resultou em morte, conforme boletim policial e laudo do exame de corpo de delito.

 

Em entrevista para uma emissora de TV, a avó de Wilquer, Maria de Lourdes da Silva, desmente a versão da polícia. “Mataram o meu filho. Foi enganado. Foi uma surpresa, uma covardia. Eu quero justiça e não quero que fique deste jeito” protesta Maria de Lourdes diante a câmera.

 

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