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Tentativa de homicídio
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Vice teria encomendando crime após divergências em rateio de R$ 800 mil, diz delegado

O inquérito do crime deverá ser concluído em até 10 dias. Após receber alta do hospital, o prefeito de Novo Acordo será convidado para prestar depoimento
- Atualizada em
Delegados revelam detalhes do crime, que teria sido motivado por dinheiro Divulgação/SSP

O delegado Diogo Fonseca, responsável pela operação que levou às prisões dos envolvidos na tentativa de assassinato ao prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar, ocorrida nesta semana, informou ontem, 10, em coletiva à imprensa, que a divisão de R$ 800 mil, possivelmente desviados dos cofres públicos da prefeitura, teria sido o motivo para o vice-prefeito da cidade, Leto Moura Leitão Filho, suspeito de ser o mandante do crime, ter encomendado a morte do gestor.

 

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De acordo com o delegado, as investigações apontaram que o vice-prefeito, não satisfeito com o repasse de recursos decorrentes de possíveis transações fraudulentas na administração municipal, teria encomendado o crime. “O não repasse de verbas no município de Novo Acordo resultou em um atrito entre os dois gestores do Executivo e em razão disso ele [o vice] optou pela decisão de ceifar a vida do atual prefeito, também conhecido como Dotozim”, afirmou. Segundo o delegado, o principal motivo das divergências seria o rateio de R$ 800 mil, possivelmente desviados da administração pública.

 

As prisões dos suspeitos foram efetuadas ontem, pela Polícia Civil do Tocantins, por meio das Delegacias Especializadas em Investigações Criminais (DEIC) de Palmas e Porto Nacional e da Delegacia Especializada na Repressão a Narcóticos (DENARC). Com as investigações, chegou-se a Gustavo Araújo da Silva, de 18 anos, que afirmou ter sido agenciado pelo empresário Paulo Henrique Sousa, de 27 anos, que o teria contratado pelo valor de R$ 10 mil para matar o prefeito. “A princípio foram presos três envolvidos, sendo o agenciador, o executor e o mandante. A Polícia investiga agora também a participação de outras pessoas nesse agenciamento”, disse o delegado.

 

Também participando da ação policial, o delegado Leandro Risi, da DEIC Palmas informou que dois dos homens contratados para o assassinato do prefeito seriam integrantes de uma facção criminosa com atuação em todo o País. “O crime já estava sendo planejado há mais ou menos três meses. Ele teria que ter sido morto antes do Natal, mas os faccionados não conseguiram. Nesta segunda vez, o intermediador P.H. contratou G.A.S., mas informou que só pagaria os R$ 10 mil quando a tarefa estivesse cumprida. Pelo fato do prefeito ter sobrevivido, então ele [o vice] ofereceu R$ 20 mil para executar o prefeito tão logo ele recebesse alta do hospital”, afirmou o delegado.

 

A tentativa de homicídio contra o prefeito aconteceu na tarde da quarta-feira, 9, em Novo Acordo. O gestor foi alvejado por três tiros e está internado no Hospital Geral de Palmas (HGP). Segundo os investigadores da Polícia Civil, o inquérito do crime deverá ser concluído em até 10 dias. Após receber alta do hospital, o prefeito de Novo Acordo será convidado para prestar depoimento.