Palmas, Tocantins -
Transparência no Sistema S
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Ataídes defende atuação no Senado e diz que tentaram calá-lo quando falou verdades

'Eles não queriam ouvir a verdade, foi o que eles sempre fizeram, blindaram o Sistema S. Ai eles resolveram se retirar', diz Ataídes sobre esvaziamento da sessão.
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Ataídes diz que tentaram calá-lo no Senado e faz elogios ao Sistema S no TO Divulgação

No Senado, após ser apontado pela imprensa nacional como o protagonista que causou o esvaziamento de uma sessão da Comissão Transparência, Fiscalização e Controle, a qual preside, o senador tocantinense Ataídes Oliveira (PSDB) esclareceu sua versão dos fatos e disse que jamais tentou calar a boca dos demais presentes. “Em momento algum eu calei a boca de alguém, ao contrário disso, eles é que queriam me calar. Acredito que tenham suas beneficies com o Sistema S, esse grupo de senadores”, disse.

 

Segundo Ataídes, “o que aconteceu é que eu como presidente da comissão e autor do requerimento da audiência tão importante para debater a transparência no Sistema S, decidi mesmo presidente, abrir mão de presidir a sessão naquele momento para indagar os convidados”.

 

O parlamentar contou ao Portal T1 que deu a palavra a todos os convidados, como presidente, com tempo indeterminado, tendo alguns deles falado por mais de 30 minutos. Como também precisava de tempo para falar e fazer suas indagações, “achei por bem deixar a presidência para falar da bancada. Quando eu passei a presidência para o vice e comecei a falar, quando deu lá pelos 15 minutos eu fui interrompido pelo grupo de senadores comandados pelo ex-presidente da CNI, hoje senador Armando Monteiro, que ficou me atrapalhando, foi quando decidiram calar minha voz”.

 

Segundo o senador, essas pessoas comandadas pelo senador queriam conceder-lhe apenas 5 minutos, tempo que não seria suficiente para que ele falasse. Foi então que Ataídes decidiu retomar a presidência da audiência para ter mais tempo, “mesmo assim não concordaram. Eles não queriam ouvir a verdade, foi o que eles sempre fizeram, blindaram o Sistema S. Ai eles resolveram se retirar”.

 

Mesmo com saída de vários convidados, segundo o senador, permaneceram com ele até que concluísse a leitura do relatório, o presidente da CNI e da CNC.

 

“Inclusive eu fiz uma ressalva de que o Sistema S no Tocantins tem funcionado muito bem. Mas precisa de transparência nacional, são mais de 23 bilhões de arrecadação”, apontou.