Palmas, Tocantins -
Eleição Suplementar
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Carlesse é eleito governador do TO com mais de 245 mil votos à frente de Vicentinho

Mauro Carlesse venceu o pleito com 75% dos votos válidos, sendo mais 368 mil, com diferença de mais de 245 mil votos entre os candidatos
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Carlesse é eleito governador para mandato tampão Divulgação

Com pouco mais de uma hora de apuração dos votos e 99% das urnas apuradas, o governador interino Mauro Carlesse (PHS) venceu o segundo turno da eleição suplementar no Tocantins neste domingo, 24. Carlesse venceu o pleito com 75% dos votos, sendo mais de 368 mil. Vicentinho Alves ficou em segundo lugar com 24% dos votos válidos, sendo mais de 121 mil, o que abriu uma diferença de mais de 245 mil votos entre os candidatos. Mais de 354 mil abstenções foram registradas. Votos brancos totalizam mais de 17 mil e votos nulos são mais de 155 mil. Compareceram às urnas mais de 663 mil eleitores.

 

Carlesse acompanhou a apuração em sua residência, em Gurupi, na presença de familiares, amigos e apoiadores. Dentre os presentes, o vice na coligação, Wanderlei Barbosa, os deputados federais César Halum e Lázaro Botelho, os deputados estaduais Eduardo do Dertins, Cleiton Cardoso e Valderez Castelo Branco.

 

Carlesse já vinha exercendo o cargo de governador interino desde a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), que teve seu mandato cassado em 22 de março, regressando por meio de liminar após 10 dias e tendo cassação mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral no dia 17 de abril. O mandato do governador tampão terá duração de seis meses, que vai de julho até dezembro deste ano.

 

O governador para o mandato tampão será diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins até o dia 9 de julho, conforme previsto na Resolução da Justiça Federal, de 19 de abril de 2018.. Embora a diplomação seja de responsabilidade da Justiça Eleitoral, a data da posse do governador ainda será definida pela Assembleia Legislativa do Tocantins.

 

Campanha

 

A campanha do eleito foi marcada por denúncias e investigação da Polícia Federal em repartições públicas do Estado. Carlesse é investigado, a pedido da Justiça Eleitoral, por supostamente ter utilizado a máquina pública para favorecer sua candidatura. Em duas fases da operação da PF, milhares de documentos foram apreendidos. Na primeira fase, que aconteceu no dia 28 de maio, tratou-se de denúncias feitas à Justiça Eleitoral por liberação de emendas parlamentares. Já na segunda, do dia 14 de junho, a polícia investigou o uso da estrutura de pastas na produção de material para sua campanha.

 

Mesmo diante das denúncias, o governador teve uma campanha repleta de apoios. Sua coligação foi composta pelos partidos PHS/DEM/PTC/PRB/PMN/PP/PPS, além de apoios não protocolados em convenções, como de alguns filiados do PSDB e do MDB.

 

Entre os grandes apoios estão o do ex-governador Siqueira Campos (DEM) e o seu filho, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM); da presidente interina da AL, deputada Luana Ribeiro (PSDB); dos deputados estaduais Toinho Andrade (PHS), Olyntho Neto (PSDB), Cleiton Cardoso (PTC), Valderez Castelo Branco (PP), Eli Borges (SD), Eduardo do Dertins (PPS), Rocha Miranda (PHS). Dos deputados federais César Halum (PRB), Lázaro Botelho (PP), Dorinha Seabra (DEM) e Carlos Gaguim (DEM). O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (Sem partido), que era cotado para ser o candidato da chapa de Vicentinho, também manifestou apoio a Carlesse.

 

Perfil do governador

 

Mauro Carlesse nasceu no município de Terra Boa, Paraná. No Tocantins, ocupou-se como empresário e agropecuarista. Iniciou a carreira política ao se filiar ao Partido Verde (PV) em 2011, quando então já exercia a presidência do Sindicato Rural de Gurupi. Foi candidato a prefeito daquela cidade nas eleições de 2012. Em 2013, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e candidatou-se a deputado estadual em 2014, conquistando uma vaga para a 8ª Legislatura. Atualmente é filiado ao PHS. No dia 08 de julho de 2016 foi eleito presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2019.