Palmas, Tocantins -

Política


Mina de ouro de Almas
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Com suspensão de atividades da mina de Almas, Dimas visita local e pede explicações

O presidente do Podemos, Ronaldo Dimas, questionou a falta de informações sobre a decisão que suspendeu liminar para mineradora de ouro iniciar as atividades em Almas
- Atualizada em
Divulgação

Em visita à região sudeste, o presidente do Podemos e ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, questionou a suspensão do início da mineração da mina de ouro de Almas, determinada pela justiça a pedido do governo do Estado, alegando questões ambientais.

 

Para Ronaldo Dimas, são “muitas perguntas sem respostas neste episódio e muita frustração das comunidades da região. Quando temos 700 empregos diretos em jogo precisamos ter toda a habilidade do mundo para sentar, conversar e encontrar as saídas e não gerar insegurança jurídica que pode afetar inclusive outros investidores”, avaliou Dimas, que é engenheiro e já foi deputado federal.

 

Durante a sua agenda, Dimas esteve em Chapada da Natividade e visitou a mineradora Ouro Terra Vermelha, além de se reunir com o prefeito da cidade, Elio Dionízio (PTB).

 

Mina de ouro de Almas

 

Sobre a mina de Almas, ele questiona a falta de informações sobre todo o processo de negociação entre a antiga Mineratins (hoje Agência de Mineração do Tocantins) e o grupo canadense proprietário da Aura Almas, que pretende tomar posse da mina. A empresa chegou a marcar o lançamento da pedra fundamental para a última terça-feira, mas o evento foi suspenso pela Justiça a pedido do governo do Estado.

 

“Precisamos saber em que pé isso está. Quanto ouro existe ali, quais as responsabilidades de cada parte, os prazos para os investimentos. Qual o tamanho do impacto ambiental. Por que isso vem sendo mantido na sombra?”, questiona o pré-candidato ao governo do Estado.

 

Conforme Dimas, em conversas com lideranças da região, ficou evidenciada a frustração com a decisão judicial, uma vez que a mina Paiol de Almas já operou no passado quando o Tocantins era Goiás, pertencendo à estatal Metago. As atividades foram paralisadas antes da divisão de Goiás restando ainda muito ouro a ser explorado. “Esta mina pode ser a redenção da região, juntamente com o turismo e a agropecuária. É a grande oportunidade que o sudeste está esperando. Acho que tudo pode ser resolvido com diálogo e acompanhamento dos órgãos de controle”, considerou Ronaldo Dimas.