Palmas, Tocantins -
Críticas ao governo
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Em discurso no Bico do Papagaio, Kátia Abreu sobe o tom contra gestão de Miranda

Em ares de pré-campanha, durante seu discurso, Kátia Abreu garantiu que bandido não vai prosperar e muito menos ficará no estado se ela se tornar governadora
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Senadora discursa em Araguatins Divulgação

Em encontro ocorrido neste sábado, 7, em Araguatins, na região do Bico do Papagaio, com mais de 700 líderes da região, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) subiu o tom mais uma vez e teceu críticas ao governador Marcelo Miranda e sua gestão. Na ocasião, a senadora comentou sobre a segurança pública do Estado e disparou: “se bandido ver governador e dirigente frouxo, pula para dentro do Estado para roubar, matar e traficar”.

 

Kátia já afirma ser pré-candidata à disputa pelo governo do Tocantins, que também terá Miranda como pré-candidato à reeleição. Em ares de pré-campanha, durante seu discurso, Kátia Abreu garantiu que bandido não vai prosperar e muito menos ficará no estado se ela se tornar governadora. “Eu posso usar saia, mas sou muito mais macho do que muitos homens do Tocantins. Bandido aqui não vai se criar, não é arrotar grosso ou contar vantagem. Um governante tem que ter pulso firme e agir igual uma mãe faz com o filho. Me dê mais um tapa que você vai levar três. É assim que se fala com bandido, com pulso firme, autoridade total em cima dessa bandidagem”, afirmou.

 

A senadora cobrou ainda mais investimentos para as áreas da saúde e segurança pública. “Não está sobrando um real para fazer o Hospital de Araguatins, para terminar rápido o Hospital de Augustinópolis, comprar equipamentos para à Polícia Civil e Militar. Não estamos tendo investimentos no Tocantins, não sobra dinheiro para nada. Então isso não pode mais continuar. Nós precisamos de gestão eficiente”, cobrou Kátia Abreu. 

 

Kátia já realizou encontros com lideranças políticas com a mesma temática na região Sudeste, em Dianópolis, no Sul, em Gurupi, e no Norte, em Araguaína. Falando para um público que reuniu prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, deputados estaduais, ex-deputados, empresários, produtores rurais, representantes de todos os seguimentos da sociedade, a senadora reafirmou sua intenção em disputar o Governo do Tocantins nas próximas eleições e reprovou a conduta da atual gestão em relação à segurança pública.

 

“A população está cansada, não aceita mais tanta violência e bandidagem tomando conta do nosso estado. Isso é uma vergonha pra nós, porque filho pequeno que não é corrigido pelos pais, ele vai dá um tapa na sua perna se você não reagir daqui a pouco ele está te dando um tapa no rosto. Bandido se ver que governador e dirigente  é frouxo ele pula pra dentro daquele estado. Vem pra dentro com todo gás pra roupar, traficar, assaltar banco, matar e nós não temos uma palavra desse Governo contra esse bandalho de bandidos, traficantes que está tomando conta do Tocantins”, denuncia.

 

Disputa acirrada

A corrida ao Palácio Araguaia promete ser acirrada. Até o momento já foram ventilados vários nomes que pleiteiam a vaga, entre eles o governador, que foi apoiado pela senadora nas eleições de 2014 e hoje é o seu principal adversário político.

 

“As pessoas não aceitam e não levam adiante mais nenhuma carreira politica que se mistura à corrupção. O povo não vai aceitar mais se nós não praticarmos uma gestão eficiente. Por exemplo, um pai de família faz barrir o dinheiro que recebe no final do mês. Paga suas contas e labuta para não ficar devendo. Ele tem que ser responsável, gastar o mínimo pra sobrar o máximo para investir na família. Aumentar a casa, fazer mais um banheiro, visitar a mãe que mora em uma cidade do Maranhão, planeja a faculdade de seu filho. É assim que gente normal faz. O Governo do estado não tem que ser diferente. Governo não pode ser anormal, ele tem que mudar a vida das pessoas, gastar o mínimo para poder investir o máximo. Agora do jeito que nós estamos hoje, não podemos continuar. Vejam minimamente os números do Tocantins na internet, você vai entender que a nossa receita, o que nós arrecadamos está um pouco menos do que a despesa de custeio”, condena a senadora.