Palmas, Tocantins -
Delação Odebrecht
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Ex-presidente diz que Amastha nunca pediu dinheiro, e sim obras à Odebrecht

Em delação, Fernando Reis relatou que o prefeito de Palmas não pediu dinheiro para sua campanha de 2012 e que políticos tocantinense teriam atuado para continuar com obras da Odebrecht no estado
- Atualizada em
Em delação, Amastha foi citado como um empecilho à atuação da Odebrecht Divulgação/MPF

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, afirmou em delação premiada, à operação Lava-Jato, que o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), não pediu dinheiro para sua campanha de 2012 e que na época, teria dificultado a empresa de operar na capital.

 

No depoimento, ele cita que passou por problemas com o prefeito de Palmas para a execução de obras de tratamento de água e esgoto: “nunca pagamos absolutamente nada a ele, ao contrário, nós paralisamos os investimentos, mandamos mais de mil funcionários embora” ressaltou.

 

Este fato mobilizou a comunidade política do Estado contra Amastha. “O que você está fazendo, está tendo um prejuízo pro Estado e principalmente para capital que é Palmas, porque você está expulsando (a empresa) por interesse pessoal.”, disse Reis.

 

Ainda de acordo com o ex-presidente, atores da política como o ex-governador José Wilson Siqueira Campos, os senadores Kátia Abreu e Vicentinho, teriam criticado, à época, o prefeito de Palmas. Colaborando, assim, para que o prefeito fosse levado a fazer um entendimento com a empresa retomando as obras na Capital. O acordo foi feito com uma contrapartida em obras sociais que a empresa passou a fazer na cidade.

 

No vídeo de seu depoimento, Fernando Reis afirmou que a ajuda desses políticos aconteceu “naquele momento gratuitamente”. Ou seja, nenhum deles pediu vantagem para ficar ao lado da empresa e pressionar o prefeito a retomar a concessão da Foz Saneatins.