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Mais um pedido de liberdade de Marcelo é negado; defesa aguarda decisão de Brasília

O advogado de defesa do ex-governador afirma que o pedido de liberdade negado trata-se de uma matéria velha
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O advogado de Marcelo Miranda (MDB), que continua preso no Quartel do Comando Geral, em Palmas, Jair Alves Pereira, disse ao T1, na manhã desta segunda-feira, 9, que a decisão do juiz Adelmar Aires Pimenta em negar um pedido de liberdade do ex-governador trata-se de uma matéria velha, ao lembrar que já havia recorrido da decisão, via habeas corpus (HC), cujo pedido de liberdade está pendente de julgamento no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, há mais de 60 dias. “Isso é só para colocar o ex-governador na mídia de novo. É um pedido antigo feito lá no dia em que ele foi preso, mas que só saiu agora”, sustentou o advogado.

 


O advogado da família do ex-governador acrescentou que esse pedido de liberdade é uma praxe processual feita na origem do contencioso, por ocasião da prisão de Marcelo Miranda. “Mas 105% das vezes o pedido é negado, porque o juiz que decretou a prisão não solta nunca; fica meio sem sentido. Então, a gente espera que a liberdade do ex-governador venha pelo TRF, em Brasília.

 


Ele afirmou já havia recorrido à primeira instância do TRF, em Palmas, que negou os pedidos de liminar, mas que está aguardando o julgamento do mérito do recurso, no TRF de Brasília. “É bom esclarecer que foram negados os pedidos liminares e não o mérito do recurso”, observa, acrescentando que o STJ negou a liminar por conta de que o TRF não havia julgado ainda. “Por isso que foram julgadas somente as liminares”.

 

A decisão

 

A decisão do juiz Aldemar Aires foi publicada na sexta-feira, 6, e nega o pedido de liberdade de Marcelo Miranda, o que implica na manutenção da prisão do ex-governador.  Na análise dos autos do processo, ficaram constatadas pelo juiz ocultação patrimonial por meio de dissimulação da propriedade do imóvel rural na Fazenda São Paulo, situada entre os municípios de Tocantínia e Aparecida do Rio Negro/TO; cooptação de novos “laranjas” para ocultação de patrimônio obtido com os proventos de crimes, visando despistar os órgãos de controle; lavagem de dinheiro mediante aquisição de veículo; entre outros crimes ocorridos na Fazenda Ouro Verde, situada no Estado do Pará.


O ex-governador está preso há mais de 70 dias, acusado de ter desviado dos cofres públicos cerca de R$ 300 milhões e, com a última decisão do juiz Adelmar Aires Pimenta o político emedebista continuará preso. A acusação recai também sobre o pai Brito Miranda e o irmão Brito Miranda Júnior. Todos foram presos no dia 26 de setembro deste ano, suspeitos de participarem do esquema.

 

Brito Miranda foi posto em liberdade após pagar fiança e Brito Júnior está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas.

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