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Nos bastidores, Gaguim é o nome mais próximo para ceder vaga para Lázaro Botelho

Dos deputados que compõem a base do governador em Brasília, Eli Borges e Dorinha negaram.Com isso, o nome do deputado Gaguim é o mas cotado para abir vaga a Lázaro
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Descrição: Deputado federal Carlos Gaguim reprocução

Com a negativa do deputado Eli Borges (PP) em assumir uma secretaria no Governo do Estado, o governador Mauro Carlesse (DEM) continua as articulações junto à bancada aliada na Câmara dos Deputados para que o suplente Lázaro Botelho (PP) assuma vaga no Legislativo Federal. Dorinha Seabra (DEM) descartou qualquer hipótese e Carlos Gaguim (DEM) evitou comentar sobre o assunto, mas nos bastidores o nome mais cotado para compor o secretariado é o dele.

 


Osires Damaso (PSC) não faz parte da base aliada de Carlesse, na Câmara Federal, mas presta apoio institucional ao governo estadual. Procurado, a sua assessoria disse que o parlamentar é “independente” e afastou qualquer especulação nesse sentido. Nas eleições de 2018, Damaso apoiou o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), porém agora é um aliado institucional de Carlesse.

 


A deputada Professora Dorinha descartou qualquer entendimento com o Executivo nesse aspecto. Laconicamente, disse ao T1 Notícias: “não existe possibilidade de ocupar cargo no governo estadual, atualmente ocupo a Secretaria da Mulher na Câmara”.

 

Gaguim não quis comentar sobre o assunto, segundo informou sua assessoria.

 


Para o secretário geral do Partido Progressista no Tocantins, Robson Ferreira, adianta que essa é uma decisão que cabe ao governador. Ele lembra, no entanto, que Carlesse tem um compromisso com o PP feito na campanha de 2018 de alçar o ex-deputado Lázaro Botelho de volta ao mandato, o que deve ocorrer no decorrer desta semana, segundo Robson.

 


 O primeiro nome mencionado nos bastidores para ceder uma vaga para Lázaro foi o do deputado federal e pastor Eli Borges (SD), que é pré-candidato à Prefeitura de Palmas, e que viria para Capital assumir uma pasta no Governo do Estado. Porém, por meio da sua assessoria, o T1 foi informado que a narrativa não procede.

 


Segundo o secretário geral do PP no Estado, há uma intenção de Carlesse reforçar a atuação do Governo do Estado no Congresso e a presença do Lázaro em Brasília é vista como uma das formas de fazer isso. Os motivos seriam pela experiência do ex-parlamentar, que já desempenhou três mandatos no parlamento, além da dimensão do seu partido. “O PP hoje é uma das maiores bases de Carlesse e a terceira maior sigla no Congresso Nacional, desempenhando o papel no centrão”, explica Ferreira, acrescentando que Lázaro Botelho tem uma “excelente” relação com o presidente Jair Bolsonaro.

 


O desejo do Governador Mauro Carlesse em colaborar, de alguma forma, com o retorno do Lázaro Botelho ao mandato na Câmara, já foi externado por diversas vezes e pode ser explicado por várias razões, como reforçar a atuação em favor do Governo no Congresso, com um parlamentar “que é um aliado de primeira hora e que está 100% integrado ao grupo do Governador”.

 


Ferreira disse que o parlamentar pepista é experiente (irá para o quarto mandato), conhece bem os atalhos em Brasília e tem “amigos em postos chaves que seriam muito importantes para obter mais apoio e recursos para o Tocantins”. Observa que o deputado tem uma excelente relação com o Presidente. Os dois foram colegas de partido nos 12 anos que estiveram juntos na Câmara dos Deputados e tinham os gabinetes ao lado um do outro;
Ferreira lembra que Lázaro já trabalha em favor do Governo e dos tocantinenses, na condição de assessor especial do Governador.