Palmas, Tocantins -
Discuros de Aragão
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PGE protocola pedido de investigação na PF: governo diz que foi caluniado

O procurador Geral do Estado, André Luiz de Matos, protocolou na tarde desta quinta-feira, 11, na Polícia Federal, em Palmas, pedido de investigação sobre as declarações do deputado Sargento Aragão.
- Atualizada em
Procurador protocolou pedido Sherlyton Ribeiro

A Secretaria de Relações Institucionais divulgou mais uma nota na tarde desta quinta-feira, 11, em resposta às acusações do deputado e vice-prefeito eleito de Palmas,  Sargento Aragão (PPS). Na nota, a Secretaria afirma que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) protocolou na tarde desta quinta, 11, na Superintendência da Polícia Federal, em Palmas, pedido de investigação sobre as acusações feitas pelo deputado.



De acordo com o procurador Geral do Estado, André Luiz de Matos, o Governo quer que a PF apure  “os pontos contraditórios levantados sem qualquer embasamento probatório” pelo parlamentar de oposição, além de calunia contra o governador.



No oficio, segundo consta na nota, o procurador aponta que “Sargento Aragão sugere, em suas palavras, que os agentes da PF cometeram crime de prevaricação - que é o não cumprimento, por parte dos servidores públicos, de suas obrigações, pelo fato de não ter havido a inspeção no veículo da comitiva do governador. E que é importante, sempre com base nas alegações do deputado, apurar possível ordem superior para a não realização dos procedimentos de praxe nessas operações, abortando a operação sem atendimento de sua finalidade”, diz o texto do ofício.

 

Entenda

Na última terça-feira,9, Aragão usou a tribuna da Assembleia e informou que op governador Siqueira Campos (PSDB) teria recebido dinheiro da Construtora Delta. O dinheiro, segundo as declarações do deputado, teria sido repassado ao governador na noite do último sábado, 6, e teria chegado a Palmas em um avião da própria Delta. Ainda na tribuna, o deputado declarou que, os agentes chegaram a abordar o carro da comotiva do governador, mas teriam recebido ordens para não revistar o carro.

 

Veja a íntegra da nota

“O procurador-geral do Estado, André Luiz de Matos Gonçalves, protocolou na tarde desta quinta-feira, 11, ofício na Superintendência da Polícia Federal no Tocantins, com pedido para abertura de investigação sobre as acusações sem provas feitas pelo deputado estadual Sargento Aragão (PPS) contra o governador Siqueira Campos (PSDB) na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado na terça-feira, 9. Matos esteve acompanhado do secretário de segurança Pública, João Fonseca Coelho.

 

No ofício, o Governo do Estado pede à Polícia Federal que apure os pontos contraditórios levantados “sem qualquer embasamento probatório” pelo parlamentar de oposição. Além de calúnia contra o governador, no ofício o procurador-geral aponta que Sargento Aragão sugere, em suas palavras, que os agentes da PF cometeram crime de prevaricação - que é o não cumprimento, por parte dos servidores públicos, de suas obrigações, pelo fato de não ter havido a inspeção no veículo da comitiva do governador. "E que é importante, sempre com base nas alegações do deputado, apurar possível ordem superior para a não realização dos procedimentos de praxe nessas operações, abortando a operação sem atendimento de sua finalidade”, diz o texto do ofício.

 

“Nosso plantonista”

Entre os pontos apontados no ofício da PGE está o fato de o deputado ter dito que a informação do suposto crime partiu de agentes da PF de plantão “um deles qualificado como “nosso” pelo deputado em questão, termo pejorativo e comprometedor atribuído ao servidor público federal, que insinua inúmeras interpretações, carecendo, portanto, de imediata investigação”, diz o texto.

 

O Governo do Estado aponta ainda que o parlamentar induz, em suas declarações, que a PF teria cometido falha na operação. Isso porque, conforme as insinuações de Aragão, os agentes federais sabiam do “horário, o local e a forma de entrega do recurso no Aeroporto de Palmas”, mas a blitz policial ocorreu a 15 km do aeroporto, num trecho da avenida Theotônio Segurado.

 

O procurador-geral do Estado reforça no documento que o governo do Tocantins respeita o trabalho dos agentes e, justamente por este respeito, pede que as apurações sejam feitas para que as imagens do governador e de todos os funcionários da PF não sejam manchadas “pela irresponsabilidade de quem parece ter agido por entusiasmo eleitoreiro”.