Palmas, Tocantins -
Reforma da Previdência
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Sem flexibilização Kátia e Célio votarão contra; sete vão estudar melhor a PEC

Sobre a principal pauta do Congresso e do Governo no momento, parlamentares tocantinenses mostram como deverão se posicionar na hora do voto
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O T1 Notícias ouviu, nesta quinta-feira, 28, parlamentares tocantinenses para saber como irão votar na proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma da Previdência. Como foi apresentada pelo Governo Federal, pontos importantes da proposta não agradam a senadora Kátia Abreu (PDT) e o deputado federal Célio Moura (PT).

 

A senadora foi enfática ao dizer que só votará a favor da Reforma da Previdência se não prejudicar agricultores e idosos. “Não voto contra trabalhador rural”, declarou nesta terça-feira, 26, em Brasília. Kátia reconheceu que ocupar 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro com previdência social é inviável, entretanto, ponderou que, apenas modificar na aposentadoria dos brasileiros não será suficiente para evitar o agravamento da crise financeira.

 

O deputado Célio Moura (PT), por sua vez, disse que a proposta não acaba com privilégios e atinge apenas os mais pobres. “Entendemos que a reforma é necessária, mas do modo como está retira dos mais pobres para beneficiar privilegiados como banqueiros”, disse, ao adiantar que, sem a flexibilização em aspectos como da contribuição obrigatória mínima para o trabalhador rural e da redução do Benefício de Prestação Continuada (BPC) antes dos 70 anos, seu voto será contrário à proposta.            

 

Mais estudos  

 

Outros parlamentares ouvidos disseram preferir estudar melhor a proposta antes de se posicionar contra ou a favor. É o caso de Dulce Miranda (MDB), Osires Damaso (PSC), Tiago Dimas (Solidariedade), Dorinha Seabra e Carlos Gaguim, ambos do DEM. Este último informou, por meio de sua assessoria, sem maiores detalhes, que por enquanto prefere não falar sobre a Reforma.

 

A deputada professora Dorinha (Democratas) afirmou que é preciso aguardar a análise do projeto. “A proposta oficial da reforma da previdência chegou ao Congresso apenas há uma semana, ainda estamos na fase de composição da comissão especial, fui indicada para essa comissão e só então iniciaremos os debates. Tenho algumas preocupações iniciais, especialmente com professores, enfermeiros, profissionais da segurança pública e trabalhadores rurais. É um projeto complexo, sobre o qual vou fazer todos os estudos e não me furtarei ao debate de cada um dos pontos antes de tomar decisões”.

 

Já Tiago Dimas  informou, também por meio de sua assessoria, que ainda é cedo para posições definitivas e que está analisando ponto a ponto os itens da PEC. “A reforma é necessária e a proposta do Governo abrange muitas situações. Eu e meu partido não concordamos com vários pontos e devemos sugerir alterações via emendas”, informou ainda.

 

O senador Eduardo Gomes (Solidariedade) destacou que tudo dependerá do texto da reforma que será aprovado pela Câmara dos Deputados. “Nós vamos acompanhar as discussões na Câmara e o nosso voto será sempre para o que for melhor para o Brasil e para os brasileiros", enfatizou. 

 

Debate 

 

Osires Damaso disse que o debate ainda será intenso na Câmara e acredita em muitas alterações. “Da minha parte, quero manter contato com a população do Tocantins para saber a opinião e ouvir sugestões para melhorar o texto da reforma”, disse.

 

O deputado Vicentinho Júnior  (PR) informou que ainda discutirá o tema com a cúpula do seu partido. Agora, está analisando tecnicamente a PEC com a equipe do seu Gabinete, informou ainda por meio da assessoria.  Na terça-feira, o líder da bancada do PR na Câmara, deputado José Rocha, já anunciou que a legenda trabalhará contra a elevação do tempo de contribuição e da idade mínima dos professores.         

  

Dulce Miranda informou, também através da assessoria, que está estudando a proposta juntamente com a sua equipe técnica. Disse ainda que entende ser necessária a Reforma, mas que esta não pode prejudicar a população.

 

O senador Irajá Abreu (PSD) e o deputado Eli Borges (Solidariedade) também foram procurados para comentar a PEC, mas ainda não responderam às solicitações.   

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