Senadora Kátia Abreu diz que intervenção no RJ é 'ato midiático' e cobra planejamento

Senadora apresentou dados que mostram índices de criminalidade do Tocantins ainda piores que no Rio de Janeiro.

Senadora cobra planejamento nacional para segurança pública
Descrição: Senadora cobra planejamento nacional para segurança pública Crédito: Pedro França/Agência Senado

A senadora Kátia Abreu afirmou nesta quarta-feira, 21, durante pronunciamento, que o decreto presidencial de intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro é “ato midiático”. A parlamentar disse ter votado “sem convicção” e cobrou um plano estruturante para a área em todo o país.

 

Kátia Abreu explicou que votou favoravelmente ao decreto porque, caso fosse derrubado, a situação no Rio de Janeiro poderia se agravar ainda mais, sobretudo após o governador ter declarado não ter mais condições de comando no estado.

 

“Quando eu digo que votei sem convicção foi porque achei que a emenda poderia ficar muito pior do que o soneto. Imaginem, depois de todo esse carnaval, se nós derrubássemos essa intervenção, o que aconteceria de pior ainda no Rio de Janeiro?”, ponderou a senadora.

 

A parlamentar afirmou que a decisão de intervir na segurança do Rio de Janeiro foi feita sem planejamento nem foco. “Nós estamos vendo um ato midiático. Estamos abusando e usando politicamente das Forças Armadas, que não foram comunicadas nem ouvidas. Uma farsa publicitária”, destacou.

 

A senadora ainda criticou o foco exclusivo no Rio de Janeiro, tornando os demais estados brasileiros um “refúgio de bandidos”. “Quem garante que esses bandidos não vão tirar férias nos outros 26 Estados, enquanto no Rio de Janeiro nós estamos vivendo uma farsa de solução?”, questionou.

 

Kátia Abreu apresentou diversos dados do Atlas da Violência Brasileira 2017 para mostrar que outros estados brasileiros têm índices de criminalidade ainda piores que do Rio de Janeiro.

 

No Tocantins, por exemplo, o índice de roubo a bancos é de 4,5 para cada 100 instituições. Já no Rio, esse número é de 1,3. Ainda no Tocantins, a população carcerária é proporcionalmente maior do que no estado fluminense. São 252 presos para cada 100 mil habitantes, enquanto no Rio esse número é de 224.

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