Palmas, Tocantins -
Briga no plenário
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Sessão na AL é marcada por discussão, bate-boca e xingamentos de Bucar contra Elenil

A situação quase chegou à agressão física, que só não ocorreu porque os seguranças da Casa de Leis foram acionados para conter a desavença entre os deputados
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Stalin agride Elenil com xingamentos em sessão na AL Imagem Ilustrativa / Divulgação

Os ânimos de dois deputados estaduais do Tocantins se exaltaram na sessão ordinária da manhã desta quinta-feira, 6, no plenário da Assembleia Legislativa do Tocantins. Os parlamentares Stalin Bucar (PR) e Elenil da Penha (MDB) se estranharam após um desentendimento. A situação quase chegou à agressão física, que só não ocorreu porque os seguranças da Casa de Leis foram acionados para conter a desavença entre os deputados.

 

Tudo começou com o pronunciamento de Stalin Bucar na tribuna, que criticou a gestão da cidade de Miranorte, citando Elenil, que havia elogiado a gestão em sessão no dia anterior. “Miranorte está ficando como se fosse uma cidade que não existe para as pessoas que a administram [...] ficam essas conversas fiadas de prefeito que não quer trabalhar. É falta de interesse e desprezo para com a população. Ontem o deputado Elenil da Penha, que eu respeito, defendeu o prefeito. Ele podia levar ele para Araguaína, para ele sentir na carne, na pele, como a população de Miranorte está sofrendo”, disse Stalin.

 

Elenil respondeu o colega parlamentar logo em seguida. “O prefeito de quem ele está falando ganhou a eleição. Quem votou nesse prefeito foi a população de Miranorte. Depois teremos outras eleições. Ele venceu, foi diplomado e tomou posse, então não tem como eu levá-lo para Araguaína. Só isso que eu queria dizer”.

 

Conforme testemunhas que acompanham a sessão, as declarações de Elenil desagradaram Stalin, que se levantou e começou a proferir xingamentos e até ameaças contra o colega, que permaneceu sentado, apenas ouvindo os palavrões e ameaças, sem devolver agressões verbais a Stalin. No auge do desentendimento, Bucar teve que ser contido pelos seguranças da Casa e foi acompanhado por alguns colegas até a Sala de Reuniões da AL, até se acalmar. A sessão foi suspensa por 10 minutos, pela presidente Luana Ribeiro, e depois retomada para a votação da ordem do dia.

 

No retorno ao plenário, Bucar voltou a se pronunciar, citando o desaparecimento de seu irmão, Rejânio Gomes Bucar, caso mencionado por Elenil na discussão, e chorou na tribuna.

 

Ao final da sessão, Elenil se dirigiu à Mesa Diretora da AL, pedindo providências diante do ocorrido. “Eu quero que a presidência da Casa adote todas as providências em relação à minha pessoa, para segurança. Quero que as notas taquigráficas registrem bem os fatos de hoje aqui ocorridos. E qualquer situação de ameaça eu estarei acionando os órgãos competentes. Não tenho receio e nem medo de ninguém, respeito a todos, mas também não vou aceitar ser tripudiado, ameaçado ou ficar como moleque. Eu não corro, mas preciso respeitar meu mandato”.

 

A presidente Luana Ribeiro destacou, buscando apaziguar os ânimos, que tinha certeza que tudo seria resolvido ali mesmo na AL, entre os parlamentares. “Deputado, nós tomaremos as providências como vossa excelência está solicitando, mas de antemão eu quero dizer que estou aqui há três legislaturas, sei de sua vasta experiência no parlamento, deputado Stalin também tem uma vasta experiência no parlamento, e eu não tenho dúvida que o que aconteceu hoje aqui foi apenas uma discussão, os ânimos se exaltaram, mas vossa excelência é muito equilibrado e deputado Stalin também. Ele às vezes estoura, mas passa um minuto e ele já está calmo novamente, tem bom coração, assim como vossa excelência também tem bom coração. Tenho certeza que isso não vai passar desse fato no plenário e que tudo vai ser resolvido”, afirmou Luana.

 

A sessão desta quinta foi gravada pela TV Assembleia, porém a discussão entre os parlamentes ocorreu fora do registro das câmeras e dos microfones da Casa.