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Titular da Semus presta contas dos gastos com ações para o enfrentamento da Covid-19

Borini disse que as UPAs estão funcionando normalmente, com estrutura e equipe profissional, mas apesar disso, as pessoas têm procurado menos, possivelmente por receio em contrair a Covid-19.
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Descrição: Secretário de Saúde de Palmas, Daniel Borini, presta contas ao Legislativo. Raiza Milhomem/Secom Palmas

O secretário municipal de Saúde da Capital, Daniel Borini Zemuner, participou de audiência pública esta terça-feira, 30, na Câmara de Veredores para apresentar o Relatório de Prestação de Contas do 1º quadrimestre de 2020. No seu balanço, disse que a gestão já gastou pouco mais de R$75 milhões dos R$ 81 milhões com as ações e os Serviços de Saúde da Gestão dos Programas do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Neste relatório, em especial, foi apresentado também um detalhamento específico sobre as ações relacionadas ao covid-19, referente aos 100 primeiros dias. Esse enfrentamento teve orçamento de mais de R$26 milhões remanejados, oriundos de recursos de aportes financeiro recebidos e créditos extraordinários.

 

Neste período, a Capital contabilizou 1.665 casos confirmados, 981 recuperados e 17 óbitos, o que gerou uma taxa de letalidade de 1%. A ocupação de leitos clínicos e de UTI está, atualmente, em 47,62%.

 

Ainda no relatório, verificou-se que houve uma queda na procura por atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), a exemplo da UPA da região sul, que teve mais de 14 mil atendimentos em fevereiro e chegou a pouco mais de cinco mil em abril.

 

“Temos nossas UPAs funcionando normalmente, com estrutura e equipe profissional, mas apesar disso as pessoas têm procurado menos, possivelmente por receio em contrair a Covid-19. O que percebemos também é que essa diminuição é de casos classificados como verdes, ou seja, casos leves, que tinham o hábito de buscar a UPA como porta de entrada para o atendimento. Então são consultas que podem e devem ser atendidas na atenção primária”, explicou Daniel Borini.

 

Questionamentos

 

O presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Covid-19, vereador Erivelton Santos (PV), destacou os trabalhos da Frente e criticou a ausência do secretário nas reuniões realizadas por ela. Ele disse que visitou as UPAs, unidades de saúde, e conversou representantes dos órgãos de classe e usuários do sistema.

 

"Realizamos reuniões ‘online’ e não tivemos a participação do Secretário, que só está aqui hoje, por obrigação. Mas vou apresentar hoje o relatório da Frente para os vereadores e para o secretário, com nossa contribuição e sugestões para o combate a Covid-19. Neste momento é extremamente necessário fortalecer o SUS”, pontuou o pevista.

 

Já os vereadores Folha Filho (Patriota) e Lúcio Campelo (MDB) comentaram sobre o atendimento que receberam após terem sido diagnosticados como positivos para a doença, além de elogiarem os servidores de saúde pelo serviço prestado.

 

“O atendimento da saúde está de parabéns, desde o atendimento psicológico a atendente que liga de três a quatro vezes por dia para saber como você está. Então deixo aqui meu agradecimento especial a todos os servidores da saúde”, parabenizou Folha.

 

Por outro lado, Milton Neris (PDT) cobrou a realização de mais testes, em especial para as pessoas com sintomas leves ou moderados. Sobre esta demanda, o secretário respondeu que há três tipos de testes sendo feitos na capital, porém eles têm limitação, já que o teste PCR só pode ser feito entre o terceiro e o sétimo dia de sintomas, caso contrário, pode gerar o “falso negativo”. Já os demais testes são de anticorpos e o organismo só gera anticorpos após o sétimo dia de sintoma.

 

“Estamos testando casos assintomáticos, sim, como profissionais de saúde, integrantes das polícias civil e militar e servidores do sistema prisional. Todos esses são testados assintomáticos”, garantiu Borini.

 

Também participaram da audiência os vereadores Gerson Alves (PSL), Moisemar Marinho (PDT), Laudecy Coimbra (SD), Filipe Martins (PSDB), Vandim do Povo (PSC) , Rogério Santos (Republicanos), além de Thiago Ribeiro Franco Vilela, titular da Promotoria de Justiça da capital, com atribuição em saúde pública.