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Coronavírus
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Infectologista tocantinense alerta sobre baixa eficácia da CoronaVac sem a 2ª dose

Paraíso e Palmas tinham alertado, por meio de notas à imprensa, sobre a falta do imunizante. As duas cidades ainda não divulgaram se a situação foi normalizada
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A falta de vacinas da CoronaVac, do Instituto Butantan, vem assustando alguns imunizados com a primeira dose em cidades do Tocantins, pois já deveriam ter tomado a segunda. O indicado é tomá-la entre o 21º ao 28º dia após a primeira aplicação, como nos explica o infectologista da Secretaria de Saúde do Estado (SES), Rafael Albuquerque.

 

Até o final da semana passada, Paraíso e Palmas tinham alertado, por meio de notas à imprensa, sobre a falta do imunizante. As duas cidades ainda não divulgaram se a situação foi normalizada. O T1 aguarda resposta de ambas. Contudo, moradores de Paraíso afirmam que existe quem já passou de 30 dias da primeira dose da CoronaVac sem ter esperança de quando tomará a segunda. 

 

Ao T1, Albuquerque disse que ainda é cedo para mensurar os malefícios do atraso na imunização, já que este tipo de procedimento contra o novo coronavírus é recente e necessita ainda de anos de pesquisa. “A gente sabe muito pouco sobre essa vacina. Ela ainda é pouco estudada. A posição do Butantan sobre isso é que um atraso não vai ser prejudicial. Do ponto de vista imunológico, uma semana, duas semanas provavelmente não faz tanta diferença. Por que provavelmente? Porque de fato a gente ainda não sabe muito”, conferiu o infectologista. 

 

Porém, o seu alerta vai pela baixa eficácia da vacina do Butantan, que está em torno de 50,38%. Para uma imunização mais completa, em torno de 62,3%, é necessário a segunda dose. Ele explica que enquanto o vacinado aguarda a segunda dose, ele terá uma chance maior de desenvolver a Covid-19 se entrar em contato com o vírus.

 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) disse que aguarda o repasse de novas doses do Ministério da Saúde para dar continuidade a aplicação da segunda dose da CoronaVac.

 

China suspende envio de insumos 

 

Os números extraídos do DataSUS (sistema de informações do próprio Ministério da Saúde) mostram que 1,7 milhão de pessoas no Brasil receberam a 2ª dose dos imunizantes da Coronavac e Astrazeneca com atraso. 

 

O caso da Coronavac, que teve produção suspensa pela falta de insumos vindos da China, conforme anunciou o Butantan sexta, 14. Com isso, o Tocantins também deixou de receber o imunizante. A última remessa que chegou por aqui, no sábado, 15, foi de sete mil doses da vacina, muito abaixo do esperado, como esclareceu a própria Secretaria Estadual de Saúde.
 

A SES garantiu que por conta da necessidade da aplicação da segunda dose, que  precisa ser aplicada no intervalo recomendado de 21 a 28 dias, a destinação da remessa era para esse sentido.